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Ibovespa caminha de olho no fiscal e com expectativa pelo payroll americano

O principal índice da B3 sobe com pouca força à espera da decisão sobre o IOF e no aguardo dos dados de trabalho do EUA, que será divulgado amanhã

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jun 2025, 11h43 • Atualizado em 5 jun 2025, 11h46
  • O Ibovespa opera em leve alta nesta quinta-feira, 5, refletindo a postura cautelosa dos investidores diante de incertezas fiscais em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da expectativa pela divulgação do relatório de emprego, o payroll americano, que será divulgado amanhã. O principal índice da B3 subia, aos 137 mil pontos, enquanto o dólar cedia e era negociado a R$ 5,60 ao meio dia.

    No radar doméstico, o foco continua sendo o pacote de medidas que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, promete apresentar para substituir o aumento do IOF. A nova estratégia estudada inclui medidas voltadas à ampliação da arrecadação, com destaque para receitas do setor de óleo e gás, possibilidade que já pressionou negativamente os papéis da Petrobras na sessão anterior.

    A movimentação ocorre em meio a crescentes preocupações com a trajetória das contas públicas e à dificuldade do governo em aprovar medidas de ajuste no Congresso. Para amenizar resistências políticas, Haddad deve se reunir no domingo com líderes partidários e apresentar alternativas que possam cumprir a meta fiscal sem elevar tributos amplamente impopulares.

    Na cena político, os investidores também digerem a nova pesquisa Genial/Quaest, que apontou redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações de segundo turno para as eleições de 2026. Embora o pleito ainda esteja distante, o levantamento reforça o clima de incerteza no horizonte político, o que pode impactar o apetite por ativos brasileiros nos próximos meses.

    No cenário externo, o clima é de expectativa pelos dados do mercado de trabalho americano, o payroll, que será divulgado amanhã. O relatório ADP divulgado na quarta-feira, 4, indicou queda na geração de vagas no setor privado, reacendendo apostas de cortes de juros pelo banco central, o Federal Reserve (Fed). Nesta quinta-feira, os pedidos semanais de seguro-desemprego também confirmaram essa tendência de desaquecimento, com o número de cidadãos americanos que recorreram ao benefício aumentando em 8 mil, para 247 mil, na semana encerrada em 31 de maio.

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    O movimento de queda do dólar frente ao real reflete esse ambiente global de expectativa por um Fed mais dovish, somado ao fluxo positivo de capital estrangeiro que, apesar das incertezas internas, ainda encontra na Bolsa brasileira uma oportunidade relativamente barata.

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