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Ibovespa cai mais de 2% com pessimismo em relação à guerra no Oriente Médio

Escalonamento nos conflitos bélicos disparam preços do petróleo, o que gera riscos inflacionários mundialmente

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 mar 2026, 18h25 •
  • O Ibovespa teve forte desvalorização de 2,25% nesta sexta-feira, 20, recuando para os 176,2 mil pontos. O mercado continua impactado negativamente pela escalada dos conflitos bélicos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que disparam os preços do petróleo. A commodity já está cotada a 112 dólares por barril e hoje teve alta de cerca de 3,40%, o que aumenta as chances de riscos inflacionários em grande parte do planeta.

    “O ponto mais crítico é a completa imprevisibilidade”, afirma Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain. “Não há qualquer clareza sobre a duração desse conflito. A percepção de escassez no fornecimento de energia ganha força, o que tende a limitar a oferta e pressionar ainda mais os preços”. Segundo o especialista, o mau-humor macroeconômico ofuscou a boa notícia sobre o corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros, a Selic, no Brasil.

    Apesar da valorização do petróleo, a Petrobras (PETR4) fechou o pregão em queda de 2,37%. A companhia foi cobrada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a manter uma postura mais ativa para estabilizar o mercado, já que o Brasil ainda depende de importações, principalmente de diesel. 

    Entre as demais ações de peso no principal índice da B3, os bancos tiveram desempenho negativo, acompanhando o pessimismo nos índices de moedas e ações. O Santander (SANB11) teve baixa de 2,47%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 2,42%. O Bradesco (BBDC4) caiu 1,66%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o dia em desvalorização de 1,02%.

    O dólar, por sua vez, encerrou em valorização de mais de 1%, cotado a 5,31 reais. A moeda americana ganha força em meio a uma deterioração do ambiente de risco global. “O estresse com a guerra no Oriente Médio se refletiu de forma ampla nos mercados, que permanecem em modo defensivo com o DXY [índice do valor do dólar americano em relação a uma cesta de moedas estrangeiras] voltando a subir, reforçando o movimento global de fortalecimento do dólar”, comenta Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

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