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Ibovespa cai com tensões geopolíticas enquanto mercado espera dados da inflação brasileira e PIB dos EUA

Tensões entre Estados Unidos e Venezuela disparam preços do petróleo e elevam temor no mercado

Por Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 dez 2025, 11h33 • Atualizado em 22 dez 2025, 11h38
  • O Ibovespa opera em baixa nesta segunda-feira, 22, com investidores cautelosos à espera dos dados da prévia da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15). Além disso, o mercado aguarda dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos. Os dois números serão divulgados nesta terça-feira, 23. O cenário geopolítico também chama a atenção, com os preços dos petróleo em alta em meio às tensões entre Estados Unidos e Venezuela.

    Por volta das 11h30min, o Ibovespa recuava 0,28%, a 158.030,06 pontos. Segundo Joao Abdouni, analista da Levante Inside Corp, essa oscilação da Bolsa deve ser vista ao longo do dia devido à agenda econômica esvaziada. Do lado positivo ele reforça que as ações da Petrobras evitam uma queda ainda maior do índice. A estatal é impulsionada pela alta do petróleo.

    O petróleo brent subia 2,27%, a 61,84 dólares. Já as ações da Petrobras avançavam 1,39%, a 31,44 reais. Ontem, os Estados Unidos capturaram mais um navio petroleiro venezuelano em águas internacionais no mar do caribe. O fato causou reação chinesa. O país subiu o tom afirmando nesta segunda-feira, 22, que os atos são uma violação do direito internacional.

    A acusação veio em meio a relatos que indicam que a Guarda Costeira dos Estados Unidos está perseguindo uma terceira embarcação do gênero no Mar do Caribe, após ter capturado outras duas neste mês, sob ordens do presidente Donald Trump para operações na região contra navios sob sanções.

    “A apreensão arbitrária de embarcações de outros países pelos Estados Unidos é uma grave violação do direito internacional”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, em coletiva de imprensa.

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    Ele acrescentou que Pequim “se opõe a sanções unilaterais ilegais sem autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas” e a qualquer ação que “infrinja a soberania e a segurança de outros países, bem como a todos os atos de intimidação unilateral”. Lin ainda expressou apoio ao governo venezuelano e à sua “posição de salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”.

    A China é a maior compradora de petróleo bruto venezuelano. O mercado chinês representa cerca de 4% de suas importações, o que, segundo analistas, equivale atualmente a uma média de mais de 600 mil barris por dia. Há anos Pequim concede linhas de crédito a Caracas por meio de acordos de empréstimos em troca de petróleo. De modo geral, os analistas esperam um dia de apreensão e cautela com o mercado de olho na questão geopolítica enquanto aguarda os dados econômicos da semana.

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