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Ibovespa cai com Oriente Médio, prévia do PIB e Focus

Por volta das 11h15, o Ibovespa recuava 0,54%, aos 176.393,12 pontos

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 Maio 2026, 11h16
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O Ibovespa opera em baixa nesta segunda-feira, 18, com o mercado atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que impulsiona o petróleo e aumenta os temores de inflação global. No Brasil, os dados da prévia do PIB, medidos pelo IBC-Br, vieram abaixo do esperado, enquanto os analistas consultados pelo Boletim Focus elevaram as projeções para a inflação e a Selic no fim de 2026.

Por volta das 11h15, o Ibovespa recuava 0,54%, aos 176.393,12 pontos. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira, 18, que o país respondeu à proposta mais recente dos Estados Unidos para encerrar a guerra e que as negociações com Washington continuam. A declaração ocorre após novas ameaças feitas por Donald Trump.

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“Como anunciamos ontem (domingo), nossas preocupações foram transmitidas à parte americana”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghaei, em entrevista coletiva. Alguns veículos da imprensa iraniana informaram que as exigências americanas eram excessivas, mas Baghaei limitou-se a afirmar que as conversas “continuam por meio do mediador paquistanês”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo, 17, que o “tempo está se esgotando” para o Irã. Na Truth Social, rede social da qual é proprietário, o republicano advertiu, em suas tradicionais letras maiúsculas, que é “melhor eles (os iranianos) se mexerem, RÁPIDO, ou não sobrará nada deles”.

O alerta ocorre dias após a reunião entre o magnata americano e seu homólogo chinês, Xi Jinping, na qual ambos discutiram a guerra no Oriente Médio e concordaram, segundo a Casa Branca, que Teerã não deve possuir armas nucleares.

Esse cenário de incerteza provoca uma nova alta do petróleo no mercado internacional. A commodity chegou a superar a marca de 111 dólares por barril no início da manhã.

Segundo Bruno Yamashita, coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, a queda do mercado ocorre devido à aversão ao risco por parte dos investidores diante da possibilidade de inflação mais persistente. “O mercado voltou a ficar preocupado com os dados de inflação e com o fato de que esse preço mais elevado do barril de petróleo pode gerar um impacto mais duradouro sobre os índices inflacionários”, afirma Yamashita.

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Cenário interno amplia incertezas para o Ibovespa

Esse receio já se reflete no cenário doméstico. Os analistas do mercado financeiro elevaram as expectativas para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 18. O relatório também apontou nova alta nas projeções para a inflação.

O mercado passou a projetar a Selic em 13,25% ao ano, ante estimativa anterior de 13%. Apesar disso, o número ainda representa uma redução em relação ao patamar atual de 14,5%. Ainda assim, o corte esperado agora é menor do que o previsto no início do ano, quando a expectativa era de uma Selic em 12%.

A manutenção de juros elevados está relacionada à previsão de inflação de 4,92% ao fim de 2026, alta de 0,01 ponto percentual em relação à semana passada. O índice segue acima do teto da meta de inflação.

Além disso, os investidores acompanharam a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador caiu 0,7% em março ante fevereiro de 2026, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 18.

O resultado ficou abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que apontava recuo de 0,4%, segundo pesquisa da Bloomberg. Para Pablo Spyer, conselheiro da ANCORD, o dado mais fraco da atividade econômica pode aliviar parte da pressão inflacionária e abrir espaço para juros menores no futuro.

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Por outro lado, o Boletim Focus trouxe uma leve deterioração das expectativas inflacionárias e elevou a projeção da Selic para o fim deste ano a 13,25%, indicando que o mercado segue desconfiado da capacidade do Banco Central de conduzir a inflação de volta à meta.

“A economia dá sinais de desaceleração, mas a inflação ainda preocupa. Isso mantém o Banco Central em posição de cautela e reforça o cenário de juros elevados por mais tempo”, conclui Spyer em meios as expectativas para do mercado para o Ibovespa.

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