Ibovespa cai com mercado à esperada de Fed e Copom
Por volta das 12h, o Ibovespa recuava 0,35%, aos 185.857,96 pontos
O Ibovespa opera em baixa nesta quarta-feira, 16, com os investidores à espera das decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil. Analistas consultados por VEJA Negócios afirmam que o mercado está precificando uma alta dos juros americanos nesta tarde, o que aumenta a cautela com ativos de risco, como as ações brasileiras.
Por volta das 12h, o Ibovespa recuava 0,35%, aos 185.857,96 pontos. O dólar recuava 0,16%, aos 5,14 reais. Para Mateus Hammes, head de investimentos da Ludo Capital, a decisão de juros nos Estados Unidos é o principal fator a influenciar a Bolsa nesta quarta-feira. Segundo ele, o mercado precifica mais de 90% de chance de uma alta de 0,25 ponto percentual nesta tarde.
Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, explica que uma alta dos juros americanos tende a pressionar a Bolsa brasileira porque aumenta a atratividade dos ativos de uma economia considerada mais sólida. “Se a alta for confirmada, esse será o rumo natural do dia e o Ibovespa tende a fechar em queda”, afirmou.
IBC-Br reforça expectativa de corte da Selic
O desempenho do IBC-Br também está no radar dos investidores. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, caiu 0,2% em julho, abaixo da queda de 0,1% esperada pelo mercado.
Para Rodrigo Moliterno, sócio da Veedha Investimentos, o resultado reforça a expectativa de corte da Selic pelo Banco Central nesta quarta-feira. “O dado reforça a tese para o corte de juros pelo Banco Central do Brasil nesta quarta-feira. No entanto, a alta de juros pelo Fed ofusca o corte de juros no Brasil para o mercado de capitais”, explica.
STF tem pouco impacto sobre a Bolsa
No cenário político, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, que foi remarcado provisoriamente para 23 de setembro, deve ter pouco impacto sobre os mercados, segundo os analistas.
Hammes lembra que Gilmar Mendes propôs unir esse processo ao de André Mendonça e adiar a análise para 23 de setembro. Flávio Dino pediu vista, mas Fachin permitiu que Luiz Fux e Cármen Lúcia votassem. A sessão terminou com placar parcial de 4 a 3, sem decisão final.
Para Teles, da Valor Investimentos, as questões envolvendo o STF devem ter pouca influência sobre a Bolsa e a economia real. Segundo ele, o principal efeito poderia ocorrer no chamado “trade eleitoral”, diante da possibilidade de o episódio afetar o cenário político.
“A maior questão seria o trade eleitoral, visto que Flávio Bolsonaro pode se beneficiar do escândalo no STF, embora o senador também tenha recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, assim como os familiares dos ministros STF”, diz Teles.







