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Ibovespa cai com mercado à esperada de Fed e Copom

Por volta das 12h, o Ibovespa recuava 0,35%, aos 185.857,96 pontos

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 set 2026, 12h03
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O Ibovespa opera em baixa nesta quarta-feira, 16, com os investidores à espera das decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil. Analistas consultados por VEJA Negócios afirmam que o mercado está precificando uma alta dos juros americanos nesta tarde, o que aumenta a cautela com ativos de risco, como as ações brasileiras.

Por volta das 12h, o Ibovespa recuava 0,35%, aos 185.857,96 pontos. O dólar recuava 0,16%, aos 5,14 reais. Para Mateus Hammes, head de investimentos da Ludo Capital, a decisão de juros nos Estados Unidos é o principal fator a influenciar a Bolsa nesta quarta-feira. Segundo ele, o mercado precifica mais de 90% de chance de uma alta de 0,25 ponto percentual nesta tarde.

Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, explica que uma alta dos juros americanos tende a pressionar a Bolsa brasileira porque aumenta a atratividade dos ativos de uma economia considerada mais sólida. “Se a alta for confirmada, esse será o rumo natural do dia e o Ibovespa tende a fechar em queda”, afirmou.

IBC-Br reforça expectativa de corte da Selic

O desempenho do IBC-Br também está no radar dos investidores. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, caiu 0,2% em julho, abaixo da queda de 0,1% esperada pelo mercado.

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Para Rodrigo Moliterno, sócio da Veedha Investimentos, o resultado reforça a expectativa de corte da Selic pelo Banco Central nesta quarta-feira. “O dado reforça a tese para o corte de juros pelo Banco Central do Brasil nesta quarta-feira. No entanto, a alta de juros pelo Fed ofusca o corte de juros no Brasil para o mercado de capitais”, explica.

STF tem pouco impacto sobre a Bolsa

No cenário político, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, que foi remarcado provisoriamente para 23 de setembro, deve ter pouco impacto sobre os mercados, segundo os analistas.

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Hammes lembra que Gilmar Mendes propôs unir esse processo ao de André Mendonça e adiar a análise para 23 de setembro. Flávio Dino pediu vista, mas Fachin permitiu que Luiz Fux e Cármen Lúcia votassem. A sessão terminou com placar parcial de 4 a 3, sem decisão final.

Para Teles, da Valor Investimentos, as questões envolvendo o STF devem ter pouca influência sobre a Bolsa e a economia real. Segundo ele, o principal efeito poderia ocorrer no chamado “trade eleitoral”, diante da possibilidade de o episódio afetar o cenário político.

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“A maior questão seria o trade eleitoral, visto que Flávio Bolsonaro pode se beneficiar do escândalo no STF, embora o senador também tenha recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, assim como os familiares dos ministros STF”, diz Teles.

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