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Ibovespa avança após dados de inflação no Brasil e do mercado de trabalho nos EUA

O IPCA acumulado de 2025 ficou em 4,6%, dentro do teto da meta para o ano

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jan 2026, 18h31 •
  • O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão desta sexta-feira, 9, em alta de 0,27%, rondando os 163,3 mil pontos. O dólar, por sua vez, encerrou em baixa, cotado a 5,37 reais. O dia foi marcado pelos indicadores de inflação no Brasil e os números do mercado de trabalho norte-americano.

    No cenário doméstico, o mercado operou de olho no Índice de Preços ao Consumidor Amplo acumulado de 2025, que ficou em 4,26%, abaixo das projeções de economistas, que esperavam 4,30%. O dado também veio dentro do teto da meta de inflação para o ano, cujo centro é 3% e o limite de tolerância é até 4,5%. O resultado não altera as expectativas em relação à política monetária do país, preservando o diferencial de juros favorável ao Brasil.

    Entre as ações de maior peso no índice, os bancos oscilaram. O Santander (SANB11) liderou os ganhos, com alta de 1,16%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 0,18%. O Bradesco (BBDC4) subiu 0,11%, enquanto o Itaú (ITUB4) teve desvalorização de 0,20%.

    No exterior, o destaque econômico foi o payroll, relatório oficial de empregos dos Estados Unidos. Em dezembro de 2025, o país criou 50 mil postos de trabalho, resultado inferior à expectativa de ao menos 60 mil vagas. “A criação de vagas abaixo da expectativa do mercado reforça a leitura de desaceleração gradual do mercado de trabalho nos Estados Unidos”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. Mesmo assim, a avaliação é de que os dados não alteram o cenário de política monetária, que segue precificando dois cortes de juros pelo Federal Reserve, banco central americano, ao longo do ano.

    Somado a isso, o mercado analisou a aprovação do acordo comercial UE-Mercosul após 26 anos de negociação. Para Eduardo Amorim, especialista em investimentos da Manchester Investimentos, o acordo tem impacto estrutural no dólar, ao favorecer exportações, ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e melhorar a percepção de integração e previsibilidade do Brasil. “No curto prazo, porém, o efeito é limitado. Vale lembrar que Trump nunca foi muito a favor da medida por ‘prejudicar os EUA’, o que pode gerar impactos cambiais logo mais”, afirma.

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