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Bolsa abre em queda com resultado tímido do PIB brasileiro

Segundo especialistas, o crescimento foi um pouco abaixo do esperado, mas não deve causar grandes impactos no mercado

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, abriu em queda nesta quinta-feira, 28, após a divulgação dos resultados tímidos do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Às 15h30 o Ibovespa marcava queda de 1,56%, aos 95.791 pontos. O dólar comercial também operava em queda, cotado a 3,74 reais, baixa de 0,39%.

O PIB brasileiro ficou em 1,1% em 2018, segundo resultado positivo consecutivo depois da recessão em 2015 e 2016.

O indicador, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

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O resultado foi um pouco abaixo das últimas previsões do Boletim Focus para 2018, de 1,32%, o que pode explicar a queda do Ibovespa. “O mercado está percebendo que o crescimento vai demorar mais do que o esperado”, explicou o analista-chefe da XP Investimentos, Karel Luketic.  

Expectativa para 2019

O setor de serviços registrou taxa positiva em todas as atividades, acumulando alta de 1,3% no ano. Já a agropecuária se manteve quase estável, com variação de 0,1% e a indústria cresceu 0,6%, com destaque para a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos, que subiu 2,3%.

Para Luketic, com a percepção desse crescimento lento, os investidores começam a realizar os lucros ou prejuízos (vender as ações).

Além disso, a ideia de uma crescimento um pouco mais lento que o previsto também se encaixa com as previsões futuras sobre a reforma da Previdência. A proposta só deve ser aprovada no segundo semestre deste ano, o que para diversos setores do mercado implicaria em mais um ano de crescimento resguardado.

“Como o conjunto do ajuste do atual governo é francamente recessivo no curto prazo tudo sugere que teremos um PIB fraco em 2019”, analisa André Perfeito, analista-chefe da corretora Necton.

Segundo o Boletim Focus, a expectativa atual para 2019 é de crescimento de 2,48%.