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Ibovespa abre em forte alta com investidores de olho em juros e Oriente Médio

Índice de ações brasileiras sobe 1,7% na manhã desta segunda-feira, enquanto dólar apresenta queda significativa

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 mar 2026, 11h53 •
  • Principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa abriu o pregão desta segunda-feira, 16, em forte alta. Por volta das 11h30, a variação positiva era de 1,77%. Investidores colhem retornos apesar da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrar em sua terceira semana. O clima no mercado financeiro, ao menos durante a manhã, é de alívio. Os investidores estão atentos principalmente às decisões sobre juros que ocorrem nos Estados Unidos e no Brasil na quarta-feira, 18, — uma “super quarta”, como é conhecida a sobreposição de deliberações de política monetária.

    A situação no Oriente Médio impacta as apostas do mercado financeiro para a queda dos juros no Brasil. As dificuldades logísticas na região, especialmente no Estreito de Ormuz, têm efeito inflacionário, elevando principalmente o preço do petróleo no mundo. O petróleo tipo Brent, referência de preço para a commodity, disparou da casa dos 70 dólares por barril para mais de 105 dólares por barril nas últimas duas semanas. Na manhã desta segunda-feira, no entanto, a cotação caiu cerca de 2,5%, para 100 dólares por barril.

    O Boletim Focus divulgado hoje, economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) elevaram as suas expectativas sobre a inflação anual de 3,91% para 4,10%, portanto mais distante da meta de 3% perseguida pela autoridade monetária. Como consequência, o prognóstico sobre a variação da taxa básica de juros, a Selic, também apresentou uma deterioração. Os analistas ouvidos pela Focus agora apontam para uma Selic de 12,25% ao final deste ano, contra uma expectativa de 12,13% na semana anterior.

    Como parte desse movimento, a maioria dos agentes de mercado crê em um corte de apenas 0,25 ponto percentual nos juros na deliberação de quarta-feira. O corte era estimado em 0,50 p.p. antes da eclosão da guerra no Irã. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. Caso a expectativa dos investidores se confirme, a taxa cairia para 14,75% ao ano, ou seja, seguiria bastante restritiva.

    O mercado tem ao menos um elemento no plano doméstico que contribui para a queda dos juros nesta semana. O índice do Banco Central que mede a atividade econômica do país (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto, apresentou uma variação positiva de 0,78% em janeiro, abaixo do esperado pelos analistas. O dado sugere que a política monetária vigente tem auxiliado no resfriamento da economia.

    No mercado americano, as bolsas também operam em alta neste início de semana. A Nasdaq sobre cerca de 1,13% por volta das 11h30, enquanto o índice S&P 500 registra alta de 0,92%. O mercado internacional apresenta um clima de alívio moderado em relação ao conflito no Oriente Médio e à cotação do petróleo. “Ao longo do final de semana, a gente acompanhou um fluxo de notícia muito mais morno, muito mais ameno, e de certa forma até positivo, em relação principalmente ao escoamento do petróleo pelos canais do Oriente Médio”, diz Bruno Yamashita, coordenador de alocação da corretora Avenue, especializada em investimentos dolarizados. Como reflexo desse clima, o dólar apresenta forte queda ante o real nesta segunda-feira. A moeda americana recua cerca de 1%, cotada a 5,27 reais.

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