Haddad diz que LDO não vai atrasar ‘em relação aos anos anteriores’ e quer recuperar parte de MP arrecadatória
Ministro disse a Alcolumbre que 'mais de 70%' da MP 13.303, enterrada pela Câmara, era incontroversa
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 não vai atrasar “em relação aos anos anteriores”. A expectativa é que o texto seja votado na Comissão Mista de Orçamento do Congresso na semana que vem, como apontado pelo líder do governo, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). “Em relação aos anos anteriores, não é um atraso”, disse Haddad, nesta quarta-feira, 15. “É melhor gastar uma semana a mais e fechar um texto que faça sentido para todo mudo do que ter inconsistência entre a LDO, o orçamento, e as leis que preveem controle de gastos tributários e gastos primários”.
A declaração de Haddad ocorreu após o ministro se reunir com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), na manhã desta quinta-feira. Durante o encontro, o petista argumentou que a maior parte da medida provisória (MP) 13.303 era “incontroversa”, em sua visão, e poderia ser resgatada para recompor a arrecadação do governo no ano que vem. O ministro elencou os trechos da MP que falavam sobre controle de gastos e disciplinamento de compensações como incontroversos. “Mais de 70% da MP é isso. Não entendi porque isso não foi apreciado”, disse. A MP 13.303 foi enterrada pela Câmara dos Deputados na semana passada, quando foi retirada de pauta no limite do seu prazo de validade.





