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Grupo Fictor culpa tentativa de comprar o Banco Master por recuperação judicial

Segundo a Fictor, tentativa de comprar o banco controlado por Daniel Vorcaro prejudicou sua reputação e minou sua capacidade de honrar compromissos

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 10h12 • Atualizado em 2 fev 2026, 10h29
  • O Grupo Fictor culpou a tentativa de comprar o Banco Master em meados de novembro pela recuperação judicial (RJ) que solicitou à Justiça de São Paulo neste domingo 01. Como se sabe, em 17 de novembro, o grupo apresentou uma proposta para adquirir a instituição controlada por Daniel Vorcaro. O movimento surpreendeu o mercado, pois o Master já enfrentava graves problemas de liquidez após a revelação de que vendeu 12 bilhões de reais em créditos fictícios ao Banco de Brasília (BRB). Pouco antes, o Banco Central havia vetado a venda do banco para o BRB.

    A intenção de comprar o Master foi divulgada na tarde de 17 de novembro. Na ocasião, a Fictor informou que o negócio contava com a participação de sócios árabes que nunca foram revelados. O valor da transação também não foi informado, mas o grupo declarou que injetaria 3 bilhões de reais no Master para evitar que quebrasse. O plano, contudo, não foi adiante. Naquele mesmo dia, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal ao tentar embarcar para o Oriente Médio. Em seguida, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master.

    De acordo com a Fictor, diante desses episódios, “a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”. O comunicado acrescenta que é “importante ressaltar que desde que a Fictor iniciou operações não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza”.

    No pedido de RJ à Justiça paulista, o Grupo Fictor solicita uma tutela de urgência – uma espécie de liminar – para suspender, por 180 dias, execuções judiciais e bloqueios de suas contas. As dívidas somam 4 bilhões de reais, que a Fictor pretende pagar integralmente. O plano destoa da grande maioria das recuperações judiciais, nas quais, a empresa insolvente negocia o pagamento das dívidas com descontos. O comunicado à imprensa não informa, contudo, como a patrocinadora do Palmeiras pretende honrar seus compromissos.

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