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Grécia estuda novas medidas para cortar gastos

O país avalia aprofundar as medidas de austeridade para tentar reduzir o déficit fiscal e evitar uma reestruturação da dívida pública

Por Da Redação 23 Maio 2011, 11h47

As medidas de austeridade incluem cortes no setor público, privatizações e possíveis aumentos de impostos

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, discutiu nesta segunda-feira com o gabinete novas medidas de emergência para reduzir o déficit. Trata-se de algo essencial para convencer os credores de que Atenas pode lidar com a crise de dívida sem reestruturação.

Entre a série de novas medidas de austeridade em estudo estão mais cortes nos salários do setor público; um aumento adicional de impostos; e até a demissão de funcionários públicos que trabalham em período integral. Em jogo está a parcela de 12 bilhões de euros do resgate concedido pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) no ano passado, além de empréstimos adicionais necessários para cobrir o déficit de financiamento do ano que vem. Se o país continuar altamente endividado, não deve voltar aos mercados de bônus em 2012.

Com a dura austeridade fiscal para corrigir a negligência do passado, que tirou a força da economia grega; os mercados acreditam que alguma forma de reestruturação de dívida é inevitável. Esta premissa, porém, é negada pelos formuladores de políticas, especialmente no Banco Central Europeu (BCE).

O comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn, pressionou nesta segunda-feira para que Atenas redobre os esforços fiscais e acelere as privatizações. “Essa é uma questão de urgência”, disse Rehn em discurso a uma conferência sobre integração europeia, em Viena.

Segundo jornais publicados nesta segunda-feira, entre as medidas analisadas pelo governo estão ainda a redução da atual linha de isenção de 12 mil euros para o imposto de renda, além de cortes em outras isenções para gastos médicos e juros de empréstimos imobiliários. Estas ações devem apertar o orçamento de milhões de trabalhadores e pensionistas.

Também pode haver um imposto único sobre as rendas mais altas, possivelmente para aqueles que ganham mais de 80 mil euros por ano, e um imposto sobre propriedades muito grandes. O governo também considera uma taxa única de imposto sobre valor agregado, de 18% ou 19%, para todos os bens e serviços. O regime atual varia entre 13% e 23 %.

Se adotada, a medida significará aumento nos custos de alimentos, eletricidade e transporte, mas dará certo alívio para outros bens de consumo, como carros, móveis e eletrodomésticos, cujos varejistas foram fortemente prejudicados pelos três anos de recessão.

(com Reuters)

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