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Grécia aumenta o tom para conseguir reduzir dívida

A Grécia anunciou nesta terça-feira que pretende endurecer sua postura caso certos credores privados se neguem a participar da operação que reduzirá sua dívida.

“O programa econômico grego não contempla a disposição de fundos para pagar os credores do setor privado que se negarem a participar” da operação de reestruturação, chamada de PSI, informou em um comunicado a Agência Grega de Gestão da Dívida Pública (PDMA).

O texto retoma os detalhes de uma apresentação feita na segunda-feira a certos investidores alemães pelo diretor-geral do PDMA, Petros Christodoulou.

A ameaça dirige-se sobretudo aos bancos e fundos que possuem títulos não submetidos à legislação grega, em um valor de cerca de 23 bilhões de euros. A Grécia havia avisado que para os títulos submetidos a sua legislação nacional, poderá recorrer a cláusulas de ação coletiva (CAC) que lhe permitem obrigar os credores insatisfeitos.

No front grego, o Ministério das Finanças informou em um comunicado o acordo dos seis principais bancos do país ante sde uma “aceitação integral voluntária da oferta do Estado”.

Estas garantias foram dadas em um encontro à noite de diretores dos bancos, entre eles os quatro mais importantes do país, Banco Nacional da Grécia, Eurobank, Alpha Bank e Banco do Pireu, com o ministro Evangelos Venizelos.

A bronca, segundo a agência Ana, veio das seguradoras: sete decidiram participar da operação e cinco se negaram em seus respectivos Conselhos de Administração, enquanto outras duas devem se pronunciar na quarta-feira.