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Governo estudará correção maior para tabela do IR, diz ministro

Ministro das Relações Institucionais disse que governo discutirá proposta alternativa a correção de 4,5% para Congresso poder votar Orçamento de 2015

Por Da Redação 4 mar 2015, 23h18

O governo discutirá uma proposta alternativa à correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), já que é grande o risco de o Congresso derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste de 6,5% na tabela, aprovado ano passado pelo Legislativo. A afirmação foi feita nesta quarta-feira o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas.

Até agora, a presidente tem insistido que o governo só pode arcar com um reajuste de 4,5%. Mas, após ouvir dos líderes aliados que será difícil manter seu veto sem ao menos abrir uma negociação com o Congresso, o governo vai tentar encontrar uma alternativa até o início da próxima semana.

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O veto presidencial poderá ser analisado em sessão do Congresso a partir da semana que vem e, com a relação entre governo e sua base aliada bastante deteriorada, há temor de que seja derrubado. O governo também tem interesse em desobstruir a pauta de votações do Congresso para aprovar o Orçamento de 2015.

“Nós precisamos construir as condições para votar a lei orçamentária e para votar é preciso primeiro apreciar os vetos, e o veto que causa apreensão aos parlamentares é do Imposto de Renda”, explicou o ministro a jornalistas no Congresso, depois de se reunir com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Vamos ver se é possivel construir uma alternativa (à correção de 4,5%)”, disse Vargas, sem dar detalhes.

No mês passado, a presidente Dilma avisou que o seu compromisso é com o reajuste da tabela do IRPF em apenas 4,5%. Segundo ela, se o Congresso derrubar o veto que impedia o reajuste de 6,5%, o governo não terá como bancar este valor. “Nós não estamos vetando porque queremos. Nós estamos vetando porque não cabe no orçamento público”, declarou.

Nas contas do governo, se a correção da tabela ficar em 4,5%, o impacto será de 5,3 bilhões de reais. Se subir para 6,5%, custará aproximadamente 7 bilhões de reais. A correção da tabela em 4,5% foi uma das promessas de campanha de Dilma, mas a deterioração nas contas públicas fez o Planalto reconsiderar a conveniência da proposta.

(Com agência Reuters)

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