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Gasto de brasileiro no exterior cresce 35% no 1º semestre

Consumidores gastaram 8,473 bilhões de dólares em 2017, enquanto 2016 havia contabilizado 6,532 bilhões de dólares

Por Da redação - Atualizado em 21 jul 2017, 15h29 - Publicado em 21 jul 2017, 13h59

Os gastos de brasileiros no exterior ficaram em 1,510 bilhão de dólares (cerca de 4,71 trilhões de reais) em junho deste ano, segundo o Banco Central (BC). O valor superou o que foi registrado no mesmo período do ano passado em 10%, quando os consumidores gastaram 1,372 bilhão de dólares (4,28 trilhões de reais).

Nos seis primeiros meses do ano, o brasileiro gastou 8,473 bilhões de dólares (cerca de 26,4 trilhões de reais), valor 34,8% maior do que em 2016, quando o Brasil havia contabilizado 6,532 bilhões de dólares (aproximadamente 20,4 trilhões de reais).

Enquanto isso, as receitas dos estrangeiros no Brasil caíram. Em junho, o BC registrou 377 milhões de dólares (cerca de 1,17 bilhão de reais) em gastos no país, contra 402 milhões de dólares (cerca de 1,25 bilhão de reais) em igual período de 2016.

Com isso, a conta de viagens internacionais voltou a registrar déficit em junho. No mês passado, quando o dólar subiu cerca de 2% ante o real, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil foi de um saldo negativo de 1,133 bilhão de dólares. Em igual mês de 2015, o déficit nessa conta era de 970 milhões de dólares.

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Transações correntes

Após o superávit de 2,884 bilhões de dólares em maio, o resultado das transações correntes ficou positivo em 1,330 bilhão de dólar em junho. Este é o quarto superávit mensal consecutivo e o melhor resultado para junho desde 2004 (1,994 bilhão de dólares), sendo que a série histórica começou em 1995. O BC projetava para junho superávit em conta de 750 milhões de dólares.

A estimativa do BC, atualizada no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), é que o rombo externo de 2017 seja de 24,0 bilhões de dólares.

A balança comercial registrou saldo positivo de 34,936 bilhões de dólar em junho, enquanto a conta de serviços ficou negativa em 15,551 bilhões de dólares. A conta de renda primária também ficou deficitária, em 19,732 bilhões de dólares. No caso da conta financeira, o resultado ficou no azul em 2,012 bilhões de dólares.

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No acumulado do primeiro semestre do ano, o superávit nas contas externas somou 715 milhões de dólares. Já nos últimos doze meses até junho deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em 14,328 bilhões de dólares, o que representa 0,76% do produto interno bruto (PIB). Esse é o menor porcentual em relação ao PIB desde março de 2008 (0,73%).

(Com Estadão Conteúdo)

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