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Focus volta a reduzir projeção do IPCA para 2012

Por Fernando Nakagawa

Brasília – O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a inflação em 2012. De acordo com a pesquisa semanal Focus, a mediana das previsões para o IPCA no próximo ano caiu de 5,49% para 5,42%, a segunda redução seguida. Normalmente divulgado às 8h30 das segundas-feiras, o levantamento semanal do BC junto às instituições financeiras teve a distribuição atrasada em quase uma hora nesta segunda-feira por “problemas técnicos” do BC. Há um mês, o mercado previa inflação mais alta em 2012, de 5,56%

Já as estimativas para 2011 seguiram em 6,50%, exatamente como na semana passada e no teto máximo permitido pelo regime de metas de inflação, cujo centro é de 4,50%, com limite de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Quatro semanas atrás, a previsão estava em 6,48%.

Entre o fim de 2011 e 2012, a projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses apresentou a terceira queda consecutiva, e recuou de 5,47% para 5,44%. Há um mês, a previsão estava em 5,62%.

No grupo dos analistas que mais acertam as projeções semanais do BC, o chamado Top 5, a mediana das estimativas para o IPCA em 2012 no cenário de médio prazo voltou a subir e passou de 5,27% para 5,35%. Em trajetória inversa, a expectativa do grupo para a inflação oficial em 2011 recuou de 6,51% – acima do teto da meta – para 6,48% – já dentro do limite permitido pela meta.

Para dezembro de 2011, entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA recuou ligeiramente, de 0,51% para 0,50%. Já a expectativa para janeiro de 2012 seguiu em 0,61%, exatamente como na semana anterior. Há um mês, o mercado previa altas de 0,50% e de 0,64% para cada um dos dois meses, respectivamente.

PIB

A previsão para o crescimento da economia brasileira em 2012 voltou a piorar, após a ligeira melhora observada na semana passada, segundo a pesquisa Focus. De acordo com o levantamento, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano – índice que mede o tamanho da economia – recuou de 3,48% para 3,40%, ante os 3,50% registrados quatro semanas antes. A queda ocorre na primeira sondagem feita após o anúncio do PIB zero do terceiro trimestre de 2011.

Talvez por isso, os números para 2011 seguiram em trajetória cadente e a expectativa de crescimento da economia neste ano recuou pela terceira semana seguida, passando de 3,09% para 2,97%. Há um mês, o mercado previa alta para o PIB de 3,16% em 2011.

Em linha com a economia mais fraca, as projeções para o desempenho do setor industrial também pioraram. Para 2011, a expectativa de expansão do setor caiu de 0,94% para 0,93%, na sexta redução seguida. Há um mês, o mercado apostava em avanço industrial de 1,55%. Para 2012, os números não foram alterados e analistas mantiveram a previsão de expansão de 3,46%, ante 3,74% de um mês atrás.

Na pesquisa, analistas também não alteraram a previsão para o comportamento do indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. Para 2012, foi mantida a expectativa de que o dado deve ficar em 38% do PIB, número repetido há 25 semanas. Para 2011, a projeção seguiu em 38,50%, ante 38,65% de um mês atrás.