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Brasil amarga um dos maiores cortes do FMI nas previsões de PIB

Organização internacional reduziu em 0,3 ponto a projeção de crescimento da economia para o próximo ano, abaixo das estimativas oficiais do governo

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jan 2026, 09h36 • Atualizado em 20 jan 2026, 10h08
  • O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2026. De acordo com relatório divulgado na segunda-feira, 19, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve avançar 1,6%, resultado 0,3 ponto percentual inferior à projeção apresentada em outubro.

    O corte de 0,3 ponto percentual em relação às projeções de outubro do ano passado foi o terceiro maior em uma lista de 30 economias que tiveram as estimativas atualizadas em relatório do fundo. Apenas Cazaquistão e Paquistão tiveram reduções maiores (ambos de 0,4 ponto percentual cada). Além desses, o FMI também ampliou o pessimismo para Itália, Rússia e Filipinas.

    Caso o cenário se confirme, a economia brasileira deverá perder ritmo em relação a 2025, quando o crescimento foi de 2,5%, o que representaria uma desaceleração de quase um ponto percentual. A avaliação do FMI reflete, entre outros fatores, um ambiente global mais desafiador e os efeitos ainda persistentes de políticas monetárias restritivas.

    A estimativa da organização internacional também fica abaixo das projeções oficiais do governo brasileiro. O Ministério da Fazenda trabalha com a expectativa de expansão de 2,4% do PIB em 2026. Já o Banco Mundial, que revisou recentemente seus números, projeta crescimento de 2%, após reduzir a previsão em 0,2 ponto percentual em relação ao relatório publicado em julho.

    No cenário externo, o FMI destaca que, mesmo após a revogação da tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros em novembro do ano passado, uma parcela significativa das exportações do país aos Estados Unidos ainda está sujeita a uma alíquota combinada de 50%. Esse percentual resulta da soma de tarifas recíprocas de 10% com medidas adicionais específicas aplicadas ao Brasil, o que segue afetando a competitividade dos produtos nacionais no mercado americano.

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    Para 2027, no entanto, o FMI apresentou uma visão mais favorável. A projeção de crescimento foi revisada de 2% para 2,1%, um aumento de 0,1 ponto percentual. Segundo a vice-diretora da instituição, a melhora esperada está relacionada à dissipação gradual dos efeitos da política monetária mais restritiva, com a expectativa de cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central.

    O cenário também leva em conta medidas anunciadas pelo governo federal para estimular a atividade econômica. Entre elas está a proposta de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até 5 mil reais, apresentada pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode contribuir para o fortalecimento do consumo a partir dos próximos anos.

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