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Fitch ameaça rebaixar nota da dívida dos EUA

Agência poderá emitir classificação de "default restritivo" se país não conseguir aumentar o teto de sua dívida

A agência Fitch informou nesta terça-feira que colocará os ratings (classificações de risco de crédito) dos Estados Unidos em “default restritivo” se o país não conseguir aumentar o teto de sua dívida pública e, como resultado, não cumprir um pagamento de cupom (juro nominal) em 15 de agosto. O default é caracterizado pelo não pagamento da dívida.

Em discurso em Cingapura, Andrew Colquhoun, diretor da Fitch para ratings soberanos da Ásia e do Pacífico, afirmou acreditar que é bastante possível que o teto da dívida dos EUA seja elevado a tempo e que o país evite um não pagamento da dívida. No entanto, “se chegarmos a 2 de agosto sem um aumento no limite de endividamento, a Fitch vai atribuir observação com implicações negativas para o rating soberano dos EUA”, disse Colquhoun.

“Em 15 de agosto, os EUA enfrentarão 25 bilhões de dólares em pagamentos de cupons sobre 4 trilhões de dólares em dívida soberana. Se o teto da dívida não tiver sido elevado e os EUA não forem capazes de cumprir esse pagamento, então as notas do país serão colocadas em default restritivo”, afirmou. Embora esse movimento deva ser revertido rapidamente, “é bastante improvável, depois de tal default, que o rating dos EUA volte para AAA”, acrescentou.

(Com Agência Estado)