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Fitch afirma que pode cortar rating AAA dos Estados Unidos

Agência foi a primeira a colocar nota em revisão negativa para rebaixamento; S&P e Moody's ainda não se pronunciaram

Por Da Redação - 15 out 2013, 18h56

A agência de classificação de risco Fitch Ratings colocou o rating AAA dos Estados Unidos em revisão para possível rebaixamento. A perspectiva do rating já era negativa. A Fitch afirmou que espera definir a nota até, no máximo, o fim do primeiro trimestre de 2014. Contudo, frisou que essa decisão vai depender dos avanços de um acordo sobre o aumento do teto da dívida americana. Nesta terça-feira, as negociações foram paralisadas depois que um projeto elaborado pelos republicanos da Câmara dos Representantes foi vetado pela Casa Branca.

“Apesar de a Fitch continuar acreditando que o teto da dívida será elevado em breve, as disputas políticas e a flexibilidade financeira reduzida podem aumentar o risco de um default”, disse a agência, em relatório, afirmando que o Tesouro pode ser incapaz de fazer o pagamento do serviço da dívida do país aos seus credores, sobretudo a China.

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A agência destacou que as negociações prolongadas sobre o limite de endividamento do país colocam em risco a confiança no papel do dólar como moeda de reserva global, ao lançar dúvida sobre a estabilidade do crédito dos EUA. “Essa confiança é o principal motivo pelo qual o rating máximo dos EUA pode tolerar um nível de dívida pública substancialmente mais alto do que outros ratings triplo A”, explicou a Fitch.

Segundo a agência, o rating AAA do país reflete a força da economia e os fundamentos do crédito americano. Porém, a revisão negativa mostra que os riscos podem prejudicar tais fundamentos e levar a um rebaixamento.

A Fitch afirmou que o fracasso do governo em honrar juros e principal de pagamentos levaria a um rebaixamento dos EUA para default restrito (DR) até que a situação seja resolvida. “No caso de um acordo para elevar o teto da dívida e resolver a paralisação, o que a Fitch espera que ocorra, a revisão do rating levará em conta a forma e a duração do acordo e o risco de um episódio semelhante ocorrer no futuro”, afirmou a agência.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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