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Fim do ano garante alta ocupação de hotéis e reforça retomada do turismo

Em algumas localidades, como Salvador, não há mais quartos disponíveis para acompanhar o Réveillon

Por Machado da Costa 27 dez 2019, 12h17

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) junto às associações estaduais mostrou que as taxas de ocupação da rede hoteleira voltou a crescer para a festa do fim de ano e para o verão 2020. Na maioria dos estados, os índices estão acima dos registrados nos últimos anos. “O resultado geral do nosso levantamento indica o que o turismo está crescendo em todo país”, diz Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional. “Isso não e à toa. A retomada da economia está fazendo o brasileiro investir no seu lazer e na realização dos seus sonhos, como por exemplo, conhecer novos lugares e culturas desse imenso país tão cheio de atrativos.”

O local que deve garantir a maior ocupação no Réveillon é Salvador. Na capital baiana, a alta procura levou a associação a estimar que 100% estarão ocupados. Após a queima de fogos, os índices do mês de janeiro devem ficar acima dos 90%, segundo a entidade local. “Não podemos esquecer também que a liberação dos vistos para americanos, canadenses, japoneses, australianos, chineses e sauditas também incrementou o resultado”, afirma Linhares.

Ainda no Nordeste, Recife e Porto de Galinhas também são destaques. A ocupação deve se aproximar dos 100% nas duas localidades. Já em janeiro, o índice esperado está em torno de 90%. O Ceará também celebra: taxas acima de 95% em toda a rede hoteleira do estado são esperadas para a virada do ano.

Onde acontece a festa de Réveillon mais famosa do Brasil, no Rio de Janeiro, a média de ocupação durante o feriado está em 87%. Os bairros mais procurados são Ipanema, Copacabana, Barra da Tijuca, Leblon, Flamengo e Botafogo, todos na zona sul da capital fluminense. Nelas, as taxas superam 90%. Para a noite do Réveillon, especificamente, essas regiões já registram média acima dos 90%. Ainda na região sudeste, de acordo com a ABIH-Espírito Santo, o estado deve ficar com índices por volta de 96% no Réveillon, enquanto em janeiro, esse número está em torno de 88%.

“O governo entendeu o papel transformador da indústria do turismo”, diz Linhares. “Para 2020, já temos garantido um orçamento de 1 bilhão de reais para o Ministério do Turismo — quase 5 vezes o valor da proposta original — e a transformação da Embratur em agência de divulgação dos destinos brasileiros no exterior. Terminamos o ano com crescimento em todo o país.”

Já Belo Horizonte, destino que segundo dados da ABIH-Minas Gerais vem aumentando gradualmente sua ocupação nesse período, atingirá nesse Réveillon a média de 59%, o que significa um aumento de 4% em relação ao ano passado. Isso mostra que a cidade que tradicionalmente sempre foi um destino de negócios está também atraindo mais visitantes no final do ano.

Na região sul, o grande destaque esse ano é Foz do Iguaçu. A cidade está registrando uma taxa de ocupação inédita para o Réveillon. Os números, segundo a ABIH-Paraná, chegam a 86%. Em Curitiba, os índices registram uma taxa de ocupação em torno de 60% para o período do Réveillon. Já Santa Catarina, com diversos destinos muito procurados no verão, como Florianópolis e a região conhecida como Costa Verde, está com cerca de 90% de ocupação para as festas de final de ano. No Rio Grande do Sul, o cenário é de otimismo. No Réveillon, nos três principais balneários do estado, as taxas de ocupação devem chegar a 100%, assim como Gramado. Em janeiro, a expectativa é que a ocupação ultrapasse os 85%. Já no norte do país, a expectativa da ABIH-Pará é de crescimento de 18% para o Réveillon e de 4% para janeiro, comparados com o ano passado.

Para o presidente da ABIH Nacional, esses números refletem a percepção do governo federal de que o turismo pode ser o grande indutor da economia brasileira nos próximos anos. “Temos um presidente que entendeu, como nunca antes nenhum outro, o papel transformador da indústria do turismo. Para 2020, já temos garantido um orçamento de 1 bilhão de reais para o Ministério do Turismo – quase 5 vezes o valor da proposta original – e a transformação da Embratur em agência de divulgação dos destinos brasileiros no exterior. Terminamos o ano com crescimento em todo o país e com as medidas efetivas que foram tomadas pelo presidente Jair Bolsonaro, os resultados se acentuarão e se consolidarão ainda mais no médio e longo prazos”, finalizou Linhares.

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