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Fim da folia? Mercado entra em rota de correção em cenário mais incerto

Ibovespa recua após recorde; incertezas fiscais e políticas nos EUA elevam cautela e reduzem o apetite por risco

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 Maio 2025, 12h01 •
  • Após bater um novo recorde na sessão anterior, o Ibovespa opera em rota de correção, em leve queda nesta terça-feira, 20, mas se mantendo na faixa dos 139 mil pontos. “Esse recuo pode ser interpretado como uma realização de lucros por parte dos investidores, especialmente após a sequência de altas recentes”, explica Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital.

    O dólar abriu em leve alta, cotado a R$ 5,66, refletindo um ambiente externo mais cauteloso. A atenção dos investidores está voltada para os Estados Unidos, onde uma combinação de incertezas fiscais e indefinições sobre a política comercial de Donald Trump tem adiado apostas mais firmes sobre o rumo dos juros.

    A agenda de indicadores econômicos está esvaziada nesta terça-feira, tanto no Brasil quanto no exterior, o que reforça o foco nos discursos dos dirigentes do Federal Reserve (banco central americano, Fed). Ontem, autoridades do Fed reforçaram a estratégia de cautela, indicando que a política monetária permanecerá dependente dos dados — e, agora, também do ambiente político.

    O pano de fundo é ainda mais sensível após a Moody’s rebaixar a perspectiva da nota de crédito soberano dos EUA, alimentando receios sobre a sustentabilidade fiscal da maior economia do mundo. “A expectativa em torno de novos acordos tarifários e a indefinição sobre a legislação tributária no Congresso americano mantêm o mercado em modo de espera”, afirma Volnei Eyng, CEO da gestora Multiplike.

    No Brasil, o mercado local permanece atento às sinalizações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que levou ao presidente Lula novas propostas fiscais. A leitura predominante entre investidores é que, sem um compromisso mais claro com o ajuste das contas públicas, o espaço para cortes na Selic pode se estreitar nos próximos meses, o que pesaria sobre a curva de juros e os ativos domésticos.

    A combinação de cautela externa e ruídos fiscais internos sugere que, ao menos por ora, o rali da Bolsa pode perder fôlego — enquanto o dólar volta a testar limites incômodos para o Banco Central.

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