FGC inicia processo de pagamentos de CDBs do Banco Master
Pessoas físicas podem solicitar valores por meio do aplicativo do FGC, enquanto processo deve ser feito pelo site da entidade no caso de pessoas jurídicas
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deu início neste sábado, 17, ao processo de pagamento aos investidores que possuíam Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do banco Master. A liberação ocorre dois meses após decretação da liquidação extrajudicial do grupo formado por Banco Master S.A, Banco Master de Investimento S.A e Banco Letsbank S.A.
Com isso, a partir deste sábado, pessoas físicas podem solicitar os valores por meio do aplicativo oficial do FGC. O aplicativo, no entanto, tem apresentado falhas durante este sábado. Usuários não têm conseguido fazer o pedido. O processo deve ser feito pelo site da entidade no caso de pessoas jurídicas.
“A partir deste momento os credores já podem dar continuidade ao processo de solicitação da garantia utilizando o aplicativo do FGC. Concluída esta fase, o credor receberá o pagamento em até dois dias úteis, em uma conta de sua titularidade”, afirmou Daniel Lima, diretor-presidente do FGC.
Segundo o FGC, o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil. O valor total a ser pago em garantias, por sua vez, será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões.
Na sexta-feira, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Polícia Federal e prorrogou por mais sessenta dias o inquérito que investiga a fraude do Banco Master e o seu proprietário, o banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão estica o andamento das investigações pelo menos até o mês de março, quando o ministro vai reavaliar as conclusões da PF. Ele pode renovar essa prorrogação mais vezes.
Nas contas de interlocutores da investigação do Banco Master no STF, o rombo causado pelo esquema comandado — segundo a Polícia Federal — pelo banqueiro Daniel Vorcaro deve chegar a 50 bilhões de reais, como relatou a coluna Radar. Os investigadores já descobriram que o esquema do Master se valia de empresas de fachada e de laranjas para pavimentar as fraudes bilionárias no sistema financeiro.







