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Falta de chuvas faz lucro do setor elétrico cair 30%

Geradoras precisaram desembolsar mais dinheiro para adquirir energia no mercado de curto de prazo, com o acionamento das usinas térmicas

Por Da Redação 20 nov 2014, 09h39

A escassez de chuvas desde o início do ano e a necessidade de acionamento das térmicas para compensar a menor geração hídrica pressionaram o balanço do setor elétrico no terceiro trimestre. Diante da necessidade de comprar energia para honrar contratos firmados, grandes geradoras tiveram papel determinante para a queda de 29,3% no lucro entre julho e setembro na comparação com igual período de 2013.

O resultado consolidado de 17 empresas analisadas totalizou 2,4 bilhões de reais, contra 3,4 bilhões de reais de 2013. Mantidas as condições atuais, é possível que o mesmo efeito de queda do lucro se repita no quarto trimestre deste ano. Os números refletem o momento delicado pelo qual passa o setor. Grandes geradoras hídricas têm sido vítimas do déficit de geração em função da falta de chuvas. Para evitar queda mais acentuada no nível dos reservatórios, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem dado prioridade ao uso das térmicas. A contrapartida é o déficit hídrico e a elevação dos custos da energia no mercado de curto prazo. Os dois movimentos têm impacto direto no resultado das geradoras, que precisam desembolsar mais recursos para compra de energia para revenda.

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O levantamento elaborado inclui as empresas AES Tietê, AES Eletropaulo, Celesc, Cemig, Cesp, Copel, CPFL Energia, CPFL Renováveis, Cteep, EDP Energias do Brasil, Eneva, Equatorial, Light, Neoenergia, Renova, Taesa e Tractebel. Não está incluso, portanto, o prejuízo de 2,7 bilhões de reais reportado pela Eletrobras, que distorceria os números consolidados e levaria o setor de energia a um prejuízo de aproximadamente 300 milhões de reais no terceiro trimestre de 2013.

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Distribuição – As distribuidoras, vilãs do setor elétrico no primeiro semestre, apresentaram balanços menos adversos no decorrer do terceiro trimestre. A explicação está na contabilização dos recursos repassados ao setor, decorrentes do empréstimo bancário de 6,6 bilhões de reais concedido às distribuidoras expostas ao mercado de curto prazo. O empréstimo foi oficializado apenas em agosto, por isso os balanços do segundo trimestre não trouxeram a contabilização desses recursos.

(Com Estadão Conteúdo)

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