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Exportações avançam 3,3% no terceiro trimestre apesar do tarifaço de Trump

Sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros entrou em vigor em agosto, mas foi retirada de uma série de itens quase três meses depois

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 dez 2025, 11h31 | Atualizado em 4 dez 2025, 11h56
Exportações avançam 3,3% no terceiro trimestre apesar do tarifaço de Trump Priorize VEJA no Google

As exportações de bens e serviços brasileiros cresceram 3,3% no terceiro trimestre deste ano, segundo divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizada nesta quinta-feira, 4. O resultado positivo em relação aos três meses anteriores ocorreu a despeito do tarifaço promovido pelos Estados Unidos contra o Brasil, que entrou em vigor em agosto. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, as exportações cresceram 7,2%.

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Durante a maior parte do terceiro trimestre, produtos como carnes e café tiveram que pagar uma tarifa de 50% para entrar nos EUA, o que resultou em uma queda de 18,5% das exportações brasileiras para o país no mês de agosto, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O Brasil, no entanto, diversificou as suas parcerias comerciais em face do protecionismo americano, de modo que as exportações globais cresceram quase 4% naquele mesmo mês. O dado trimestral divulgado hoje pelo IBGE reforça a tendência positiva para o segmento.

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O governo do presidente Donald Trump optou por retirar uma sobretaxa de 40% sobre uma série de produtos brasileiros no final de novembro. Os principais itens que deixaram de pagar o tributo foram carnes e café. Ao retirar a taxa cobrada sobre esses produtos, o presidente americano citou a conversa que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de novembro. “Nós tivemos uma ótima conversa e vamos começar a fazer negócios”, disse Trump à época.

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O aumento das exportações brasileiras no terceiro trimestre de 2025 se deve ao “aumento da produção da indústria extrativa”, segundo o economista Rafael Perez, da Suno Research, que também destaca o “redirecionamento das exportações para outros parceiros comerciais, o que acabou compensando os efeitos das tarifas impostas pelos EUA”.

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Os preços internacionais mais favoráveis da soja, um dos principais produtos de exportação brasileiros, auxiliaram no movimento de alta, segundo Perez. O economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha, também aponta que as exportações foram “puxadas pelo aumento das vendas de grãos”.

As importações brasileiras cresceram no terceiro semestre, mas em ritmo significativamente menor que as exportações. A alta de 0,3% fez com que o saldo da balança comercial aumentasse nos três meses encerrados em setembro em comparação com o período imediatamente anterior. Já em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento das importações foi de 2,2%.

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