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Expectativa das famílias é a mais alta desde agosto de 2010

Centro-Oeste é a região com melhores expectativas

Por Da Redação 5 jan 2012, 09h41

No que diz respeito às condições do Brasil no curto prazo, 64,4% das famílias acreditam que o país passará por melhores momentos nos próximos 12 meses, ante 60,1% em novembro

O Índice de Expectativa das Famílias (IEF) subiu para 67,2 pontos em dezembro, ante 63,7 pontos em novembro e 64,6 em dezembro de 2010, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Esse número, igual ao de janeiro de 2011, é o maior apurado na série, que teve início em agosto de 2010. O nível de dezembro, dentro de uma escala que vai de 0 a 100 pontos, é considerado indicador de otimismo. A pesquisa é feita mensalmente em 3.810 domicílios em mais de 200 municípios do país.

O Centro-Oeste aparece como a região com melhores expectativas, com 77,4 pontos, seguido pelo Sul (70,3 pontos), Sudeste (66,9), Nordeste (64,1) e Norte (62,4 pontos). Na pesquisa, o Ipea questiona as famílias sobre a situação econômica nacional, a percepção em relação às condições financeiras passada e futura e a expectativa sobre decisões de consumo, mercado de trabalho, endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas.

No que diz respeito às condições do Brasil no curto prazo, 64,4% das famílias acreditam que o país passará por melhores momentos nos próximos 12 meses, ante 60,1% em novembro. Também de acordo com a pesquisa, 78,2% das famílias responderam que estão melhor financeiramente hoje do que há um ano, ante 74,7% em novembro. No levantamento, 86,6% das famílias consultadas têm expectativas positivas sobre sua situação financeira no futuro, ante 82,7% em novembro do ano passado.

A maioria, ou 57,4% dos consultados, acredita que agora é um bom momento para adquirir bens de consumo duráveis, nível 1,8 ponto porcentual acima de novembro. De acordo com a pesquisa, 56,1% afirmaram não ter dívidas em dezembro de 2011, ante 55,6% no mês anterior. A dívida média das famílias foi de 4.679,13 reais em dezembro. Segundo o IEF, 13,2% pretendiam pagar as contas atrasadas na totalidade, 5 pontos porcentuais a menos que em novembro. Ainda segundo o levantamento, 92,3% não planejavam tomar empréstimo ou financiamento nos próximos três meses, ante 89,8% em novembro.

Em relação ao emprego, 78,9% dos consultados se sentiam seguros em relação à ocupação do responsável pelo domicílio, nível que vem se mantendo desde julho, mas 57,2% não esperavam em dezembro conseguir melhorias profissionais para o chefe do domicílio nos próximos seis meses.

(Com Agência Estado)

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