Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Exigência de investimentos preocupa interessados em rodovias

Dos 42 bilhões de reais em investimentos previstos para as rodovias concedidas, 23,5 bilhões de reais terão de ser realizados nos primeiros cinco anos

Por Da Redação 18 out 2012, 12h54

Os interessados nas rodovias que o governo pretende licitar a partir do fim deste ano estão preocupados com a obrigatoriedade de realizar 60% dos investimentos previstos nos primeiros cinco anos de concessão. “Alguns deles acharam um pouco pesado”, disse o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, após participar de reunião convocada pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, com potenciais interessados nas concessões.

De acordo com o plano de logística lançado pelo governo há dois meses, dos 42 bilhões de reais em investimentos previstos para os 7.500 quilômetros de rodovias entregues em concessão, 23,5 bilhões de reais terão de ser realizados nos primeiros cinco anos. As obras mais importantes, como duplicação, contornos e travessias, serão realizadas nesse período. Se tudo funcionar como previsto, a malha rodoviária brasileira estará mais do que duplicada até 2018.

A preocupação das empresas com o volume de investimentos a serem aportados na fase inicial das concessões não é, porém, tão grave a ponto de afastar interessados da disputa – pelo menos por enquanto.

Executivos que estiveram na reunião com Passos mas não quiseram se identificar comentaram que “ainda está tudo muito embrionário”, por isso não é possível avaliar se será interessante ou não participar dos leilões. A impressão geral que têm é que o processo será positivo.

Um dado que foi centro de disputa entre o governo e a iniciativa privada nos leilões anteriores, a remuneração do empreendedor, não alimentou polêmica na conversa desta quarta-feira.

O governo vai escolher os concessionários pelo critério da menor tarifa cobrada, e vai calibrar o preço mínimo considerando uma taxa interna de retorno de 6% ao ano.

De acordo com os executivos, a taxa de retorno não deve ser avaliada sozinha, mas sim no conjunto do projeto. Como o governo oferece também a possibilidade de financiamento por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a taxas atraentes (taxa de juros de longo prazo mais até 1,5% ao ano), uma coisa pode compensar a outra.

O cronograma das concessões de rodovias é considerado apertado por governo e empresas. “Mas eles estão fazendo muita força para sair no prazo”, disse um executivo. Figueiredo reafirmou o compromisso. “Vamos morrer tentando cumprir o cronograma, porque queremos implantar uma cultura de cumprimento de prazos.”

(Com Agência Estado)

Continua após a publicidade

Publicidade