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EUA monitoram Pix desde 2022: veja o que diz o primeiro relatório sobre o sistema

No documento, o país afirmou acompanhar o avanço da plataforma brasileira de pagamentos instantâneos e destacou uma preocupação

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jul 2025, 12h04 • Atualizado em 21 jul 2025, 12h20
  • Em 2022, o governo dos Estados Unidos, comandado pelo democrata Joe Biden, incluiu pela primeira vez o Pix em seu relatório anual sobre barreiras comerciais, elaborado pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês).No documento, os EUA afirmaram acompanhar  o avanço do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, destacando preocupação com o papel do Banco Central (BC) como regulador e, ao mesmo tempo, operador do Pix.

    “Os Estados Unidos acompanham de perto o desenvolvimento do mercado de pagamentos eletrônicos de varejo no Brasil, buscando garantir que o Banco Central (BCB) assegure condições equitativas de concorrência para todos os participantes do mercado, considerando seu papel duplo de regulador e operador do Pix, sistema de pagamentos instantâneos do país.”

     O documento  faz parte da lista oficial de barreiras comerciais estrangeiras, que os Estados Unidos consideram capazes de afetar as exportações, investimentos e o comércio eletrônico americano com 63 países, incluindo o Brasil.

    Na semana passada, o Pix entrou na mira do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao embate comercial entre o país norte-americano e o Brasil. O meio de pagamento gratuito e instantâneo foi citado pelo USTR como uma espécie de prática desleal: “O Brasil também parece estar engajado em diversas práticas injustas em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando, a vantagens do seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, diz o documento recente do USTR.

    Dessa vez, no entanto, o Pix não é citado nominalmente, mas fica claro que a tecnologia monitorada ao longo dos últimos três anos incomoda. A investigação do USTR encomendada por Trump se baseia na seção 301 do Ato Comercial de 1974 — uma ferramenta utilizada pelo republicano em diversas ocasiões para pressionar países a alterar suas práticas internas e acirrar embates comerciais. Nesse sentido, o Pix se torna um dos diferentes pontos de pressão entre EUA e Brasil.

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    (Com informações da Agência Brasil)

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