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EUA: desemprego tem queda surpreendente em janeiro

Por Saul Loeb 3 fev 2012, 13h35

O número de contratações apresentou forte alta nos Estados Unidos em janeiro, com a criação de 243.000 empregos, permitindo que a taxa de desemprego recuasse pelo quinto mês consecutivo, para 8,3%, segundo cifras divulgadas nesta sexta-feira pelo Departamento de Trabalho.

O desemprego chegou ao mesmo nível de fevereiro de 2009, enquanto que a estimativa média dos analistas era de 8,5%.

O saldo de novas contratações surpreendeu o mercado, sendo que os especialistas esperavam 155.000 novos postos de trabalho criados em janeiro.

As cifras do Departamento de Trabalho mostram ainda que a redução de janeiro aconteceu simultaneamente a um aumento de 0,3% da população ativa com relação a dezembro.

No setor privado, todos os setores da atividade foram geradores de emprego, com exceção dos de informação e finanças, que, somados, reduziram em 18.000 seu número de postos de trabalho.

No setor público, a perda de empregos foi a mais baixa dos últimos quatro anos, com 14.000.

Os dados positivos sobre emprego nos Estados Unidos revelados pelo Departamento do Trabalho nesta sexta-feira são um claro indício de reativação da economia americana, afirmou a Casa Branca após a divulgação das cifras.

“Os dados sobre emprego demonstram que a economia está se recuperando da pior recessão registrada desde a grande depressão dos anos 30”, disse o principal economista da equipe do presidente Barack Obama, Alan Krueger, em um comunicado.

Segundo Krueger, o número de empregos tem crescido nos últimos 23 meses, mesmo com todos os problemas pelos quais têm passado a economia americana e mundial. Ao todo, foram criados 3,7 milhões de novos empregos neste período.

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“Apenas nos últimos 12 meses, 2,2 milhões de empregos foram criados”, disse o economista.

Contudo, de acordo com Krueger, ainda há muito a ser feito para que sejam criados empregos para os 12,8 milhões de desempregados no país.

“Os dados do mês são positivos, mas não podemos nos ater apenas a eles”, disse.

O economista ressaltou a necessidade de continuar as políticas econômicas de combate à recessão.

“O mais importante é estender o corte de impostos de folha de pagamentos e continuar a proporcionar o auxílio-desemprego de emergência até o final deste ano”, disse Krueger em referência ao projeto de Obama que continua esperando aprovação no Congresso.

Em outro dado positivo, a atividade no setor de serviços acelerou em janeiro nos Estados Unidos, segundo o índice dos diretores de compras do setor, publicado nesta sexta-feira pela associação profissional ISM (Institute for Supply Management), que ficou em 56,3%.

O índice, que ficou em 52,6% em dezembro, superou as expectativas dos analistas para janeiro, quando era esperado um patamar de 53,1%. Qualquer valor acima de 50 indica uma expansão da atividade.

O número de encomendas às fábricas (bens duráveis e não duráveis), por sua vez, subiu nos Estados Unidos pelo segundo mês consecutivo em dezembro, segundo cifras publicadas também nesta sexta-feira pelo Departamento do Comércio.

O avanço foi de 1,1% com relação ao mês anterior, menos do que previam os analistas (1,5%), mas o aumento de novembro foi revisado fortemente para cima, a (2,2%).

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