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EUA cria 7,4 milhões de vagas em abril e supera expectativa do mercado

O Jolts, semelhante ao Caged brasileiro, trouxe uma criação de vagas superior aos 7,1 milhões esperados, com contratações superando as demissões

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jun 2025, 15h08 • Atualizado em 3 jun 2025, 15h11
  • O número de vagas de emprego nos Estados Unidos subiu para 7,4 milhões em abril, de acordo com os dados do Jolts, divulgados nesta terça-feira,3, pelo Departamento do Trabalho americano. O dado superou as expectativas do mercado, que esperavam uma algo em torno de 7,1 milhões de vagas. O relatório é semelhante ao Caged brasileiro e consulta empresas não agrícolas, ou seja, indústrias, varejo e outros serviços, diferente do payroll, que inclui o setor agrícola e é o preferido do Fed para entender a dinâmica do mercado de trabalho americano.

    Embora o nível atual esteja bem abaixo do pico de 12 milhões de vagas registrado em 2022, no auge da recuperação pós-pandemia, ele permanece consideravelmente elevada. A taxa de vagas de emprego ficou estável em 4,4%, um indicativo de que empresas ainda enfrentam desafios para preencher posições, mesmo com a alta dos juros entre 4,25% a 4,5%.  As contratações somaram 5,6 milhões, enquanto os desligamentos atingiram 5,3 milhões. Ou seja, o número de contratações segue maior que as demissões.

    Dentro do total de desligamentos, 3,2 milhões corresponderam a demissões voluntárias, uma proxy do grau de confiança dos trabalhadores na capacidade de encontrar um novo emprego. A manutenção desse número sugere que os americanos ainda se sentem suficientemente seguros para abandonar seus empregos.

    A leitura mais atenta desses dados revela nuances relevantes para o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos, Fed). O mercado de trabalho já não está tão superaquecido quanto em 2022, mas também não está cedendo rapidamente, como seria necessário para levar a inflação de volta à meta de 2% de forma mais célere.

    Essa estabilidade pode adiar o início do ciclo de cortes de juros. Embora o mercado tenha expectativa de cortes para este segundo semestre, a resiliência do mercado de trabalho, combinada a uma inflação ainda elevada, deve levar o Fed a adotar uma postura mais paciente.

     

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