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EUA: Congresso prorroga alíquota menor de imposto sobre folha de pagamento

Por Mandel Ngan - 23 dez 2011, 14h44

Os líderes republicanos cederam à intensa pressão nesta sexta-feira e votaram a favor de prorrogar até o fim de fevereiro as reduções das alíquotas de impostos na folha de pagamento de 160 milhões de trabalhadores, dando uma vitória ao presidente Barack Obama após tensas negociações.

A maioria republicana da Câmara dos Representantes, que havia bloqueado o projeto até a semana passada, aprovou a lei através de um procedimento simplificado de “consentimento unânime”, minutos depois de a iniciativa superar o trâmite no Senado, de maioria democrata.

O acordo anunciado na quinta-feira entre o presidente da câmara baixa, o republicano John Boehner, e o líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, prevê também a criação de uma equipe para negociar uma ampliação desse benefício até o fim de 2012.

Reid, celebrou a aprovação da lei, e pediu ao Congresso fortemente dividido que “deixasse de lado os jogos” enquanto a nação encaminha-se para o ano eleitoral.

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O líder democrata prometeu que o Congresso começaria a trabalhar no início de 2012 para ampliar essa redução da alíquota durante todo o ano.

“Vão trabalhar com diligência para chegar a um acordo de longo prazo”, disse.

O projeto de lei agora tem que ser assinado por Obama, que em um golpe publicitário na contagem regressiva para as eleições de novembro adiou sua viagem ao Havaí para celebrar o Natal em família com o objetivo de acompanhar esse debate.

Obama havia solicitado a ajuda de seus partidários através do Twitter dizendo que muitos americanos seriam gravemente castigados com a perda de 40 dólares de seu salário a cada duas semanas caso a prorrogação da redução da alíquota expirasse em 1º de janeiro.

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“Quero agradecer todos os americanos que levantaram sua voz para lembrar as pessoas do que esse debate se tratava”, disse Obama na quinta-feira.

“Trata-se de você. E hoje, sua voz fez a diferença”.

O Senado havia aprovado no início da semana uma medida temporária de dois meses.

“Isso não foi a coisa politicamente mais inteligente do mundo”, admitiu na quinta-feira Boehner ao se referir à tática republicada de obter uma ampliação de um ano, em parte impulsionada pelos conservadores do Tea Party.

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