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Estrutura de crédito no Brasil é ultrapassada, critica Levy

Em evento em São Paulo, ministro da Fazenda disse que é preciso repensar o arranjo de crédito nacional, se o país quiser voltar a crescer

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 01h35 - Publicado em 12 jun 2015, 16h25

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a estrutura da economia brasileira se tornou obsoleta nos últimos anos e que um desses problemas é o crédito. “A estrutura do crédito foi feita há 50 anos, na época do Dr. Bulhões”, disse, ao se referir ao economista e ex-ministro da Fazenda Otávio de Gouveia Bulhões. Vamos ter de repensar nosso arranjo de crédito se quisermos voltar a crescer”, acrescentou. De acordo com Levy, esta estrutura não dá mais conta da demanda por crédito hoje. “Os ditos créditos direcionados chegaram a seu limite”, disse.

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Levy deu como exemplo o setor imobiliário, que passou por mudanças porque a demanda por imóveis cresceu mais que o ritmo de crescimento dos depósitos na caderneta de poupança. “Não foi o governo que promoveu as mudanças”, disse o ministro, durante a 43ª Reunião do Conselho Consultivo do World Trade Center (WTC), em São Paulo.

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De acordo com Levy, é bastante comum haver reclamações e pedidos para retomadas de linhas de crédito em períodos de apertos monetários. “Mas se aumenta o crédito, não adianta nada aumentar a taxa de juros”, disse o ministro. “Não podemos atrair fatores na direção contrária dos canais da política monetária”, reforçou o ministro para uma plateia de cerca de 100 empresários.

Downgrade – O ministro também não descartou o risco de o país ser rebaixo por agências internacionais no futuro. Segundo ele, o risco foi postergado, porém é necessário que o governo atue firme para que ela não volte no curto prazo. “No começo deste ano as coisas eram diferentes, o downgrade estava aqui. E o fato de não estar agora conosco foi uma vitória”, destacou. “Com o avanço do ajuste (fiscal), ainda que modesto, afastamos o risco de downgrade. O downgrade não é um risco que foi eliminado, precisamos ficar atentos”, apontou.

(Com Estadão Conteúdo)

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