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Criação de vagas de emprego nos EUA dobra em um mês

Payroll de maio mostra 559 mil novos postos, acima dos 278 mil de abril; dado é menor que estimativa do mercado e mantém discussão sobre política monetária

Por Larissa Quintino Atualizado em 4 jun 2021, 10h51 - Publicado em 4 jun 2021, 10h36

A maior economia do mundo continua em compasso de recuperação. Em maio, os Estados Unidos criaram 559.000 empregos, mais que o dobro das 278.000 vagas geradas no mês anterior. Os dados divulgados nesta sexta-feira, 4, pelo Departamento de Trabalho dos EUA, mostram que a aceleração da vacinação, associada à diminuição das restrições — sinalizada pela simbólica dispensa do uso de máscara em locais abertos para os já imunizados –, dá o tom do aumento da demanda e repercute nos empregos.

O resultado de maio, apesar de melhor que abril, veio mais tímido que a estimativa do mercado, que esperava a criação de 675.000 vagas. Isso indica que ainda há espaço de recuperação e, sendo assim, a política monetária estimulativa do Federal Reserve, o BC americano, não deve ser interrompida tão cedo ou de forma abrupta.

O payroll é considerado um dos indicadores mais importantes da economia global. A temperatura do emprego nos Estados Unidos mostra o grau da retomada e também direciona a política monetária americana, que influencia em todo o mundo, para os próximos meses. A grande discussão do momento é sobre a mudança de direção da política monetária do Federal Reserve, que vem despejando dólares na economia, o que poderia levar a um superaquecimento e inflação.

Retomada

A criação de vagas nos EUA em maio foi baseada, especialmente, nos setores de “lazer e hospitalidade, na educação pública e privada, assistência à saúde e assistência social”, informou o Departamento de Trabalho. Com os novos postos, o mercado de trabalho dos EUA está 7,6 milhões de empregos abaixo dos níveis anteriores à pandemia. A taxa de desemprego caiu para 5,8%, ante os 6,1% e 6% registrados nos dois meses anteriores. 

Após a divulgação, os juros de longo prazo do Tesouro Americano caíram, assim como a expectativa de inflação e o dólar. Assim, o apetite dos investidores por risco deve continuar, sendo bem visto para mercados em todo o mundo, em especial de emergentes como o Brasil. Na manhã desta sexta-feira, o dólar caía em todo mundo. Por volta das 10h, a moeda americana era cotada a 5,07 reais, queda de 0,28%. O desempenho do mercado americano também traz boas notícias para o Brasil e suas exportações, uma vez que os EUA é o segundo principal parceiro comercial do país.

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