Estados Unidos criam 130 000 empregos em janeiro, bem acima do esperado
Setor de saúde lidera criação de vagas no mês passado e taxa de desemprego americana fica em 4,3%
Os Estados Unidos criaram 130 000 empregos em janeiro, um resultado bem acima dos 55 000 esperados pelos analistas americanos, segundo o compilado da agência de notícias Dow Jones, mas abaixo dos 158 49 postos abertos em dezembro e dos 158 268 reportados em janeiro do ano passado. Com isso, a taxa de desemprego americana ficou em 4,3% no mês passado, equivalente a 7,4 milhões de pessoas.
A taxa é levemente inferior aos 4,4% registrados em dezembro de 2025. O destaque ficou com a queda de 2,1 pontos percentuais na taxa de desemprego dos jovens com idades de 16 a 19 anos. Nessa faixa, o indicador recuou de 15,7% para 13,6% na comparação.
Segundo o Bureau de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos, responsável pelo levantamento, o bom desempenho do mercado de trabalho foi puxado pelo setor de saúde, que abriu 82 000 vagas, seguido pelos serviços de assistência social com 42 000 postos, e pela construção civil com 33 000. Por outro lado, o funcionalismo público enxugou 34 000 postos, liderado pelo fechamento de vagas no governo federal. O setor financeiro também cortou 22 000 postos em janeiro.
Com isso, os Estados Unidos encerraram o mês passado com 164,5 milhões de pessoas empregadas, acima dos 163,8 milhões de janeiro de 2025. O percentual de empregados sobre o total da população em idade para trabalhar, no entanto, recuou de 60,1% para 59,8% na mesma comparação. O número de pessoas que trabalham meio período, mas que gostariam de trabalhar mais horas por dia, também melhorou. Eram 5,3 milhões em dezembro e recuaram para 4,9 milhões no mês passado.
O valor pago por hora trabalhada no setor privado também subiu 15 centavos de dólar, passando de 37,02 dólares em dezembro para 37,17 dólares em janeiro. Com isso, o salário médio semanal dos americanos avançou de 1 266 dólares para 1 275 dólares na mesma comparação.
Os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos eram esperados por analistas de todo o mundo, já que podem ditar a direção da taxa básica de juros na próxima reunião do Federal Reserve, programada para os dias 17 e 18 de março, quando coincidirá com a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, caracterizando mais uma Super Quarta.





