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Empresa fatura R$ 1,5 mi com conserto de iPhones

Serviços mais solicitados são de troca de bateria e substituição de tela, segundo o Hospital do iPhone

Por Da redação
Atualizado em 10 dez 2017, 08h39 - Publicado em 10 dez 2017, 08h29

O lançamento de celulares cada vez mais caros vem impulsionando o crescimento de empresas de reparo. A Apple começou a vender no Brasil seu aparelho topo de linha, o iPhone X, nesta sexta-feira. O telefone pode custar até 7.799 reais, dependendo da capacidade de armazenamento.

Segundo o Hospital do iPhone, os modelos antigos saem do período de garantia à medida que novos são lançados. Nos últimos dois meses, a rede registrou aumento nos pedidos de reparos de iPhones 7 e 7 Plus.

“A cada lançamento, um smartphone sai da garantia e cria uma nova demanda para nós”, afirmou Fábio Reis, sócio-fundador da marca.

 

O Hospital do iPhone nasceu em outubro de 2014 pelas mãos dos irmãos Fábio e André Reis com a premissa de um atendimento diferenciado. “Meu irmão era vendedor de carro e comprava celulares usados com defeito para arrumar e revender, mas o atendimento nessas lojas sempre o deixava indignado”, contou Fábio. “Ele via o pessoal consertar os celulares e acabou identificando uma oportunidade. Então me convidou para abrir uma assistência”.

Dois meses depois da conversa com o irmão, André foi demitido da empresa em que trabalhava no setor automotivo e resolveu investir na empreitada. Com o dinheiro da rescisão contratual e ajuda financeira de Fábio, eles conseguiram abrir a primeira loja em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

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Em 10 meses, a receita do Hospital do iPhone crescia no ritmo de 200% ao mês. Na época, o faturamento anual foi de 600.000 reais. Foi também no final de 2015 que Fábio começou a trabalhar paralelamente com o irmão no Hospital do iPhone.

No primeiro mês de funcionamento, a empresa recebia um cliente por semana. Três anos depois, a média de atendimentos diários chega a 70. “Mas cerca de 100, 120 pessoas passam na loja”, afirmou Fábio.

O faturamento anual da empresa também dobrou no mesmo período, passando para 1,5 milhão de reais.

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O Hospital do iPhone pretende fechar o ano com 10 lojas – em 2018, a empresa quer alcançar o número de 20 unidades com faturamento entre 4 e 6 milhões de reais.

“Nosso diferencial é a forma inovadora de tratar nossos clientes, há transparência. O aparelho é aberto na frente dele, sem tentar iludi-lo para realizar uma manutenção que não é necessária. Ainda damos instruções gerais de como obter o melhor desempenho do aparelho”, afirmou Fábio.

Ainda segundo ele, o procedimento mais demorado é o restart, que devolve ao aparelho suas configurações de fábrica, e dura cerca de 40 minutos. Em média, o tempo de atendimento é de 25 minutos.

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“O único caso em que não é possível dar alta médica no mesmo dia são nos casos de afogamento, quando o aparelho entra em contato com algum líquido”.

A chamada cirurgia cardíaca, para resolver complicações na bateria do aparelho, é o procedimento mais rápido, leva cerca de sete minutos – e é também um dos problemas que mais afetam os consumidores de iPhone.

“Os defeitos na bateria têm dois fatores, o tempo [da bateria] e o uso de carregadores defeituosos ou falsificados, que estragam não só a bateria, mas o aparelho também”, disse Fábio.

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O custo para reparo do problema chega a 160 reais. Problemas com a tela são o segundo motivo pelo qual os consumidores mais procuram consertos no Hospital do iPhone. O reparo custa 300 reais.

“Depois da tela touchscreen, os celulares perderam o revestimento lateral. Se a pessoa não coloca uma capa adequada, o aparelho acaba sofrendo com os impactos”.

Em média, segundo Fábio, os clientes desembolsam 350 reais na loja, que também comercializa acessórios da Apple, como fones de ouvido.

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Atualmente, o Hospital do iPhone conta com sete franquias e duas unidades próprias, todas elas localizadas no Estado de São Paulo.

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