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Emirates encomenda 200 aeronaves em evento em Dubai

Empresa do Golfo fez pedidos às fabricantes Boeing e Airbus com o objetivo de ampliar sua atuação

Por Da Redação
18 nov 2013, 19h34

Com 200 aeronaves pedidas à Airbus e à Boeing por milhões de dólares, a empresa Emirates dominou o salão aeronáutico de Dubai, e seu presidente, Tim Clark, anunciou que a companhia aérea continuará comprando mais aviões.

A empresa encomendou 150 aeronaves do modelo Boeing 777X e 50 Airbus A380. Segundo Clark, com esses gigantescos pedidos, a Emirates busca continuar seu desenvolvimento e espera servir às ambições de Dubai. Avaliados em 75 bilhões de dólares a preço de catálogo, esses aviões servirão em grande parte para renovar a frota da companhia de Dubai, explicou o executivo.

Vídeo: Ouro e potência no Salão de Dubai

Outros pedidos serão necessários para satisfazer às ambições do governo de Dubai, que quer transformar o país num “hub” (centro de conexão) mundial, que se localizará no novo aeroporto, Al Maktum International, inaugurado no final de outubro para o tráfego de passageiros.

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Dubai espera transformar o Al Maktum International no maior aeroporto do mundo, com o objetivo futuro de ter cinco pistas e uma capacidade anual de até 160 milhões de passageiros e 12 milhões de toneladas de carga.

Segundo especialistas de tráfego aéreo, os Emirados se beneficiam de uma situação geográfica central para chegar a todos os pontos do planeta, e as três principais companhias do Golfo se aproveitam disso: Emirates, a mais antiga, lançada em 1985; Qatar Airways, que opera voos desde 1994, e Etihad Airways, que comemora em 2013 seu décimo aniversário.

A Emirates viaja atualmente a 137 destinos em 77 países. Tem, além disso, a maior frota do mundo de A380 (39 Super Jumbos, com capacidade para mais de 500 passageiros).

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Companhias como a alemã Lufthansa e a francesa Air France já fizeram críticas abertamente às companhias do Golfo, acusando-as de se beneficiar de vantagens competitivas, graças à inexistência nesses países de importantes encargos sociais e do apoio que recebem do poder público.

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(com agência France-Presse)

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