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Embraer confessa propina e faz acordo para encerrar investigação

Acerto com autoridades brasileiras e americanas por quatro operações manchadas por corrupção soma 206 milhões de dólares

Por Da redação - 24 out 2016, 19h35

A Embraer chegou nesta segunda-feira a um acordo com autoridades de Brasil e Estados Unidos para encerrar uma investigação de corrupção. A companhia vai pagar 206 milhões de dólares para virar a página sobre evidências de subornos em quatro contratos no exterior.

A investigação interna da fabricante de aeronaves, iniciada em 2010 após o recebimento de uma intimação nos EUA, encontrou evidências de problemas em vendas na Arábia Saudita, Índia, Moçambique e República Dominicana no período de cinco anos até 2011. A multa está em linha com a provisão da Embraer feita em julho de 200 milhões de dólares.

As ações da fabricante de aviões fecharam em leve baixa nesta segunda, de 0,64%, após o anúncio do acordo. Ele propõe encerrar um caso em que a empresa poderia ser processada, sob a lei dos EUA, contra corrupção fora do país. A empresa disse que não é parte de investigação criminal paralela dos promotores brasileiros sobre certos indivíduos.

Terceira maior fabricante mundial de jatos comerciais, a Embraer substituiu grande parte de sua alta administração nos últimos anos, em linha com esforços de conformidade, e reduziu o uso de representantes de vendas terceirizados, o que tinha levantado suspeitas nos casos analisados.

Uma investigação interna abrangente liderada pela Baker & McKenzie se expandiu para além do âmbito do inquérito inicial das autoridades americanas, revendo centenas de milhares de documentos e realização de mais de 100 entrevistas, disse a empresa em comunicado. No processo, a Embraer disse que os investigadores concluíram que a empresa foi responsável por práticas em desacordo com as leis em quatro operações entre 2007 e 2011.

Os negócios envolvem oito aviões Super Tucano para a República Dominicana; três aviões de vigilância para a Índia por valor não revelado; dois jatos comerciais E190 vendidos à LAM, aérea estatal de Moçambique; e três jatos E170 vendidos à estatal de petróleo Saudi Aramco para a aviação de negócios.

(Com Reuters)

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