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Em semana de Copom, mercado sobe projeção da Selic para 2024 e 2025

Analistas de mercados consultados pelo Banco Central já projetam estouro na inflação também em 2025

Por Larissa Quintino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 dez 2024, 10h32 - Publicado em 9 dez 2024, 08h49

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central revisaram praticamente todas as estimativas para a economia no próximo ano. Com cenário de expectativas inflacionárias desancoradas, câmbio desvalorizado e crescimento da economia, os economistas apostam em aumentos das taxas de juros neste ano e no próximo. Segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, a taxa Selic deve ir para 12% em 2024 e 13,5% em 2025.

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta semana e deve anunciar um novo aumento na taxa de juros. Até semana passada, os economistas apostavam em uma alta de 0,5 ponto na reunião desta semana, chegando a 11,75%. Já nesta edição do Focus, os analistas estimam uma alta de 0,75 ponto. Esta é a última reunião do colegiado no ano, e a última com Roberto Campos Neto à frente do Banco Central.

Já para 2025, os analistas preveem mais altas, com estimativa de 13,5% ao final do ano.

A política monetária mais contracionista começou em setembro. Segundo atas das duas últimas reuniões do Copom, a desancoragem nas expectativas de inflação foi a maior influência para a alta dos juros.  Neste e nos próximos anos, a meta de inflação é de 3%, com tolerância até 4,5%. Os economistas, porém, vem revisando consecutivamente as expectativas. Para 2024, por exemplo, os  analistas estimam o IPCA em 4,84%, estourando o teto da meta. Para 2025, a previsão também passa a ser de estouro: 4,59% de acordo com o Focus desta semana.

A desancoragem está relacionada tanto com a crise fiscal brasileira, que conta com um pacote de corte de gastos mal recebido pelo mercado, assim como o crescimento da economia e as altas do câmbio.

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No caso do PIB, os analistas de mercado estimam um crescimento de 3,39% em 2024. A revisão ocorre depois dos dados do 3º trimestre, quando a economia avançou 0,9%, puxada pelo mercado de trabalho aquecido e a renda em alta das famílias. A economia em alta pressiona, em especial, a inflação de serviços, puxando as projeções de inflação para cima. Para 2025, a expectativa é de avanço de 2%, acima dos 1,95% projetados na semana passada.

Já o câmbio, o mercado estima que o dólar encerre o ano em R$ 5,95 reais, acima dos R$ 5,70 projetados na semana passada. Já no próximo ano, a revisão foi de R$ 5,60 para R$ 5,77. O dólar em alta reflete as preocupações fiscais e também o cenário externo de conflitos geopolíticos e com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

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