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Em ano de economia fraca, lucro do Bradesco sobe 26,5% em 2014

Banco conseguiu melhorar a qualidade da sua carteira de crédito e reduzir a inadimplência, mas o volume de financiamentos diminuiu

Por Da Redação - 29 jan 2015, 07h59

O lucro líquido ajustado do Bradesco, segundo maior banco no Brasil, cresceu quase 25,6% em 2014, ao somar 15,089 bilhões de reais. Excluindo itens não recorrentes (ajustado), o lucro somou 15,359 bilhões de reais, aumento de 25,9% ante 2013. O bom resultado em um ano bem fraco para a atividade econômica do Brasil se deve, em partes, ao último trimestre do ano passado, quando o banco obteve lucro líquido de 3,993 bilhões de reais, alta dequase 30% na comparação anual. Excluindo itens não recorrentes, o lucro somou 4,132 bilhões de reais, alta de 29,2%, nos últimos três meses do ano.

Entre outubro e dezembro, o resultado foi apoiado em maiores margens com crédito, robusta alta em seguros e menos despesas com provisões para calotes, embora o crédito tenha crescido abaixo do previsto. A previsão média de analistas consultados pela Reuters apontava para lucro recorrente de 3,971 bilhões de reais no último trimestre.

“O lucro líquido ajustado (do ano) é composto por 10,953 bilhões das atividades financeiras, correspondendo a 71,3% do total, e por 4,406 bilhões gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização ou 28,7% do total”, destaca o Bradesco, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. Sem ajustes, o lucro foi um pouco menor: 15,089 bilhões de reais.

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O resultado positivo veio mesmo com o fraco desempenho no crédito, cujo estoque cresceu apenas 6,5% no ano, a 455,127 bilhões de reais – a previsão inicial era de aumento de 10% a 14%. A carteira para pessoa física evoluiu 8,2%, enquanto a corporativa aumentou em 5,8%. Diante do atual cenário de fraca atividade econômica do país, o Bradesco previu para 2015 um crescimento de 5% a 9% de seu estoque de financiamentos em 2015.

O foco na qualidade da carteira e na rentabilidade, porém, surtiu resultado. O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, fechou o trimestre em 3,5%, no mesmo nível de um ano antes e abaixo dos 3,6% no trimestre anterior. Com isso, as despesas com provisões do Bradesco para perdas com calotes caíram 1,2% na comparação com o segundo trimestre, para 3,307 bilhões de reais.

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As receitas do banco com tarifas e serviços cresceram 11,7% em 12 meses, para 5,84 bilhões de reais. E a emissão de prêmios de seguros deu um salto de 38% em apenas 3 meses, para 17,8 bilhões de reais.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido foi de 20,1%, declínio de 0,3 ponto porcentual sobre o trimestre anterior, mas alta de 2,1 pontos sobre 12 meses.

(Com agência Reuters)

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