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Em 4 anos, BNDES já recebeu R$ 324 bi do Tesouro

Valor leva em conta os R$ 24 bilhões em crédito anunciados em favor do banco de fomento nesta sexta-feira

Por Da Redação 29 nov 2013, 15h31

Com o aporte do Tesouro anunciado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU) ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o montante repassado ao banco de fomento chega a 324 bilhões de reais desde 2009. Naquele ano de crise, o governo iniciou a política de repasse de recursos ao banco, classificando-a como anticíclica – que ajuda a economia em momentos de baixo crescimento. Nesta sexta, foi anunciado um repasse de 24 bilhões de reais.

No acumulado do ano foram direcionados 39 bilhões de reais, valor abaixo dos 45 bilhões de reais do ano passado. Uma parte (15 bilhões de reais) foi em forma de empréstimo de instrumento híbrido de capital e dívida, mecanismo usado para elevar seu índice de Basileia – indicador internacional que mede a capacidade de emprestar de um banco. O índice do BNDES ficou em 17,7% em setembro.

Naquele mesmo mês, autoridades da equipe econômica do governo, incluindo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, começaram a indicar uma leve redução no repasse de recursos ao BNDES às empresas. O presidente do banco, Luciano Coutinho, passou a dar sinais de que a instituição concentraria seus esforços no financiamento aos investimentos em infraestrutura.

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Mantega chegou a informar que os desembolsos do BNDES em 2014 deverão ficar em 150 bilhões de reais, número 20% inferior ao montante esperado para este ano, de 190 bilhões de reais. Para dar conta dos valores recordes de desembolsos projetados para 2014, o BNDES precisaria continuar recebendo aportes do Tesouro Nacional. Os 190 bilhões de reais previstos neste ano exigiriam aporte extra de cerca de 30 bilhões de reais do Tesouro Nacional neste segundo semestre. Porém, com a estratégia de reduzir os aportes, o Ministério da Fazenda e o BNDES começaram a pensar em alternativas.

A intenção era reduzir o valor extra liberado nesta sexta para, no máximo, 20 bilhões de reais. Um primeiro passo foi ampliar a captação de recursos no exterior. Uma operação concretizada em setembro levantou 2,5 bilhões de dólares no mercado internacional.

Os 4 bilhões de reais adicionados no empréstimo mais recente são um reforço para não reduzir muito o orçamento dos financiamentos a caminhões e ônibus no âmbito do Programa de Sustentação de Investimento (PSI), lançado em 2009. Em sua quarta versão, o PSI deverá ser renovado (vence em 31 de dezembro próximo) com orçamento de 80 bilhões de reais, ante os 100 bilhões de reais atuais.

(com Estadão Conteúdo)

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