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Economistas projetam crescimento de até 4% do PIB no terceiro trimestre

De acordo com projeções, PIB deve continuar surpreendendo para cima no segundo semestre, embora mostre sinais de desaceleração

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 dez 2024, 18h10

O crescimento forte  do produto interno bruto (PIB) brasileiro deve continuar surpreendendo até o fim deste ano. Para o terceiro trimestre, as projeções de bancos e casas de análise apontam para um crescimento que pode chegar até 0,8% na comparação com o trimestre anterior, ou o equivalente a uma alta de 4% em um ano, quando feita a comparação com o mesmo trimestre um ano antes. O resultado do trimestre terminado em setembro será divulgado nesta terça-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Consumo e mercado de trabalho aquecidos, além de uma recuperação dos investimentos ao longo do ano, estão entre os fatores que estão ajudando a dar tração à economia. Há um consenso entre os especialistas, porém, de que este ritmo de crescimento deve começar a desacelerar nos próximos trimestres, conforme pressões sobre a inflação e a crise de credibilidade da situação fiscal do país junto aos investidores pressionem por um aumento mais forte da taxa de juros pelo Banco Central, o que tem efeito recessivo.

“Olhando para frente, vemos riscos de alta no curto prazo mas riscos de retração no longo prazo”, disse, em relatório, o BTG Pactual, que estima crescimento de 4% na comparação anual do terceiro trimestre. “Pelo lado positivo, a inesperada reaceleração no crédito às famílias pode impulsionar o consumo no quarto trimestre, reforçando a necessidade de um aperto adicional na política monetária. Pelo lado negativo, o acentuado agravamento das condições financeiras desde abril e a necessidade de contenção fiscal podem levar a uma desaceleração econômica mais acentuada.” A conta do banco é que o PIB deve crescer 3,2% em 2024 e 1,6% em 2025.

Para o J.P.Morgan, o frustrante pacote de ajuste fiscal anunciado pelo governo federal, com medidas de contenção de gastos aquém do estimado pelos analistas de mercado para que a dívida do país pare de crescer, deve forçar o Banco Central a subir a Selic, a taxa básica de juros, ainda mais: a projeção do banco, que esperava a taxa a 13% até o fim do ano que vem, agora é de que ela deva subir até 14,25%. “O pacote fiscal desapontou, levando a um câmbio mais depreciado e expectativas de inflação maior”, disse o J.P.Morgan em relatório. “Uma política monetária mais gradual reforçaria essa deterioração das expectativas.”

De acordo com o Itaú, os resultados do PIB no segundo semestre deste ano devem mostrar em uma desaceleração em relação ao primeiro, mas, ainda assim, ainda podem surpreender para cima. “Para o ano fechado esperamos alta de 3,2% considerando um primeiro semestre forte, e uma desaceleração mais moderada na segunda metade do ano”, disse o banco em relatório. “Mas vale destacar que se nossas estimativas para 3T se confirmarem, existe um viés de alta para nossa projeção do ano, atualmente em 3,2%.” A projeção do Itaú é de um crescimento de 0,6% do PIB do terceiro trimestre na comparação com o segundo, e uma alta de 3,8% na comparação com o terceiro trimestre em 2023.

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