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Economia dos EUA cresce 4,3% no terceiro trimestre e supera previsões

Alta foi puxada por gastos com saúde, defesa e queda das importações; resultado supera expectativas do mercado

Por Ernesto Neves 23 dez 2025, 12h18 • Atualizado em 23 dez 2025, 17h06
  • A economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 4,3% no terceiro trimestre, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira, 23. O resultado ficou bem acima das expectativas do mercado, que projetava uma alta de cerca de 3,2%.

    O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento dos gastos dos consumidores, sobretudo com serviços de saúde, e por investimentos ligados à inteligência artificial. Também contribuíram para o crescimento os gastos do governo e o aumento das exportações.

    Os números foram divulgados pelo Escritório de Análise Econômica dos EUA (BEA) e tiveram atraso devido à recente paralisação parcial do governo federal.

    Apesar do desempenho forte, economistas destacam que parte do crescimento foi inflada por fatores pontuais. Houve aumento expressivo dos gastos com defesa e uma contribuição relevante do comércio exterior, já que as importações caíram — o que eleva o cálculo do PIB.

    No primeiro trimestre do ano, a economia americana havia registrado retração de 0,5%, influenciada pela corrida de empresas para importar produtos antes da entrada em vigor de tarifas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump. No segundo trimestre, o PIB voltou a crescer, a uma taxa de 3,8%.

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    No terceiro trimestre, as importações voltaram a cair, o que ajudou novamente o resultado final do PIB. Os gastos dos consumidores com serviços de saúde responderam por cerca de 0,8 ponto percentual do crescimento total, enquanto o saldo comercial contribuiu com 1,6 ponto. Já os gastos do governo, puxados pela área de defesa, adicionaram 0,4 ponto percentual.

    A reação dos mercados financeiros foi moderada. Os juros dos títulos do Tesouro americano subiram levemente, enquanto o dólar e os índices futuros das bolsas tiveram pouca variação. Analistas afirmam que os dados não devem alterar os planos do Federal Reserve, o banco central dos EUA, que já reduziu os juros três vezes neste ano e deve mantê-los estáveis no início de 2026.

    Para o último trimestre de 2025, a expectativa é de desaceleração. Um ritmo mais fraco do consumo e os efeitos da paralisação do governo devem pesar sobre a atividade econômica. Os dados desse período também foram afetados pelo atraso nas divulgações e só devem ser conhecidos no próximo ano.

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