ASSINE VEJA NEGÓCIOS

“É preciso diálogo, não retaliação”, diz Firjan sobre tarifaço que pode gerar perda de R$ 830 mi ao RJ

Presidente da federação afirma que medida anunciada pelos EUA atinge setores estratégicos do estado e pede mais prazo para negociações

Por Anita Prado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jul 2025, 18h24 •
  • O aumento de tarifas anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode gerar um prejuízo estimado de R$ 830 milhões ao Estado do Rio de Janeiro, segundo cálculo apresentado na última terça-feira, 22, pelo governo estadual. O impacto corresponde a 0,7% do Produto Interno Bruto fluminense e foi discutido na primeira reunião do grupo de trabalho criado pelo governador Cláudio Castro (PL) para avaliar os efeitos da medida.

    A iniciativa do governo Trump impõe uma alíquota de 50% sobre produtos como aço, ferro, alumínio e energia limpa, setores em que o Rio tem forte presença industrial. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), os mais afetados serão óleo bruto, siderúrgicos e máquinas e equipamentos.

    A VEJA, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, afirmou que o setor produtivo fluminense encara as novas tarifas com “grande preocupação”, sobretudo pela forma como foram anunciadas e pela celeridade da implementação, prevista para 1º de agosto. “Ainda não é possível avaliar se poderíamos redirecionar parte dos produtos para outros mercados, como no caso do petróleo, que é uma commodity. Mas isso não seria viável com produtos feitos sob medida para os EUA”, afirmou.

    Caetano defende que o caminho mais sensato é o da negociação, e não da retaliação comercial. “Uma medida de retaliação pelo lado brasileiro não é a opção mais viável. Defendemos o diálogo e um prazo maior para seguir conversando. O ideal é que ambos os lados estejam sentados à mesa buscando uma solução satisfatória para todos”, disse o dirigente.

    Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico apontam que os municípios mais impactados pelo tarifaço serão Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João da Barra e Volta Redonda, todos com forte vocação exportadora. Pequenas e médias empresas, segundo o governo, devem ser as mais vulneráveis ao impacto imediato da medida, com potencial reflexo no emprego e na cadeia de fornecedores.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    O mercado não espera — e você também não pode!
    Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).