Dólar fecha em alta em ‘Dia da Libertação’ nos EUA; Ibovespa registra estabilidade
Republicano se manifesta em relação às tarifas recíprocas após 17h, quando o pregão já chegou ao fim

Nesta quarta-feira, 2 de abril, intitulado de “Dia da Libertação” por Donald Trump, o dólar registrou alta de 0,27% no fim do pregão, cotado a R$ 5,70. Já o Ibovespa, principal índice da B3, fechou próximo à estabilidade, aos 131.190 pontos, de olho nas expectativas em torno do novo capítulo da guerra comercial imposta pelo governo americano a todos os demais países.
No cenário internacional, o “Dia da Libertação”, aguardado pelo mercado com inseguranças e incertezas, finalmente chegou. No entanto, se o que os investidores esperavam eram anúncios mais concretos e detalhados por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o desenrolar do dia foi anti-climático.
O republicano só se manifestou com clareza sobre qual será a decisão do governo americano em relação ao “tarifaço” após às 17h, quando os negócios já estavam fechados. A expectativa do mercado é que seja aplicada uma tarifa de importação de 20% a todos os produtos estrangeiros que entrarem nos EUA. Segundo uma simulação da Tax Foundation, se a medida se concretizar, os americanos passariam a pagar 2.045 dólares a mais por ano em impostos, em média.
A isso se soma a divulgação do relatório Automatic Data Processing (ADP) nos EUA, que diz respeito ao mercado de trabalho no país. Em março, o setor privado criou 155 mil vagas, superando a projeção de 120 mil. A força do emprego é outro tema que gera inseguranças aos investidores, já que ela pode atrasar os planos do Federal Reserve (Fed), banco central americano, de iniciar cortes na taxa de juros.
No mercado doméstico, os olhos também estão nas tarifas recíprocas. O Senado brasileiro aprovou a “Lei da Reciprocidade”, que permite que o país adote barreiras comerciais em resposta a medidas protecionistas externas, como as taxas dos EUA. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados e gera expectativas em torno de qual será a estratégia brasileira em meio ao crescente protecionismo do parceiro comercial.