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Dólar avança e Ibovespa recua de olho em políticas monetárias no Brasil e nos EUA

No cenário doméstico, mercado reage à prévia do PIB e às falas de Galípolo

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 nov 2025, 18h32 •
  • O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão em desvalorização de 0,47% nesta segunda-feira, 17, recuando para 156,9 mil pontos. O dólar, por sua vez, avançou e ficou cotado a 5,32 reais.

    No cenário internacional, o dólar se fortalece impulsionado pela valorização global da divisa norte-americana. O cenário continua sendo formado por dúvidas em relação aos indicadores econômicos dos Estados Unidos atrasados pelo shutdown de 43 dias, que mantiveram os investidores mais cautelosos.

    “Contribui para esse quadro a permanência da postura monetária contracionista pelo Federal Reserve, o que alimenta as expectativas de taxas de juros elevadas por mais tempo e favorece a apreciação da moeda americana”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    Somado a isso, as atenções estão voltadas para o balanço da Nvidia, primeira companhia do mundo a atingir 5 trilhões de dólares em valor de mercado. Os resultados serão divulgados na quarta-feira e devem definir o tom para as ações de tecnologia, especialmente após as recentes preocupações do mercado sobre uma possível sobrevalorização das empresas ligadas à inteligência artificial.

    No Brasil, o Boletim Focus semanal revisou o IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, de 4,55% para 4,46% ao ano. É a primeira vez em 2025 que economistas consultados pelo Banco Central projetam o índice abaixo do teto da meta. Definida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta de inflação para o ano é de 3%, com limite de tolerância de até 4,5%. 

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    Por outro lado, os investidores se movimentam com cautela após o IBC-Br, considerada prévia oficial do PIB brasileiro, apresentar queda de 0,24% em setembro ante agosto. A leitura é de desaceleração no ritmo da economia do país. O resultado alinha-se às falas do presidente do BC, Gabriel Galípolo, nesta manhã. Em sua primeira declaração após o Copom decidir manter a Selic em 15%, ele ressaltou que a autoridade monetária não tem oferecido qualquer indicação antecipada sobre os próximos passos e que a condução da política de juros seguirá “integralmente guiada pelos dados”.

    No mercado de ações, os principais bancos do país também acompanharam o recuo do principal índice da B3. Os papéis do Itaú (ITUB4) desvalorizaram 0,74%, enquanto os papéis do Bradesco (BBDC3; BBDC4) apresentaram baixa de 0,84% (BBDC3) e de 0,77% (BBDC4). O Santander (SANB11) recuou 0,86% e o Banco do Brasil (BBAS3), por outro lado, avançou 0,27%.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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