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Dólar a R$ 6,38? AGU pede dados ao Banco Central sobre cotação no Google

Valor da moeda no buscador mostrado com o mercado fechado é 20 centavos mais alto que o do último fechamento, antes do feriado de Natal

Por Larissa Quintino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 2 jan 2025, 15h41 - Publicado em 25 dez 2024, 16h19

A Advocacia-Geral da União notificou o Banco Central sobre a cotação do dólar mostrada pelo Google. Nesta quarta-feira, 25,  quem procurou pela moeda na ferramenta, levou um susto: o buscador mostra o dólar valendo R$ 6,38, o que seria um novo recorde nominal. Há um problema, no entanto: o mercado está fechado nesta quarta, por causa do feriado de Natal. No dia 23, a moeda americana encerrou a sessão em R$ 6,18.

O BC será ouvido para reunir subsídios “para eventual atuação relacionada à possível informação incorreta de cotação do dólar que aparece no buscador”, disse a AGU a VEJA.

Após a atuação da AGU, por meio da expedição de ofício com o pedido de informações ao BC, o Google retirou a cotação da moeda do buscador.  “A atuação da Advocacia-Geral da União tem como objetivo combater a desinformação de dados econômicos de grande relevância para a sociedade brasileira”, destaca o advogado-geral da União, Jorge Messias. “Recentemente, informações de fontes desconhecidas sobre a cotação real do dólar foram novamente veiculadas na plataforma Google. O câmbio Ptax é a cotação oficial no Brasil, não definido nesta quarta-feira pelo Banco Central devido ao feriado”, complementa.

Essa não é a primeira vez que o Google exibe uma cotação acima da observada nos mercados locais. No começo de novembro, o buscador já havia apresentado divergências nas cotações do dólar frente ao real. Um dia após a eleição de Trump, o Google mostrava a cotação na casa de R$ 6,17, quando a moeda encerrou o dia negociada em R$ 5,67.  Na ocasião, a empresa admitiu o erro e disse que trabalhavam para corrigir e removeu as cotações do buscador.

Essa também não é a primeira vez que a AGU se pronuncia por causa da cotação do dólar. Na quinta-feira passada, o órgão acionou a PF para investigar a circulação de uma notícia falsa envolvendo o próximo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A informação falsa teria atribuído ao economista a seguinte declaração: “A moeda dos Brics nos salvaguardaria da extrema influência que o dólar exerce no nosso mercado.” Segundo a AGU, a desinformação prejudicou as ações do governo para conter a escalada da moeda americana, que alcançou um recorde histórico de R$ 6,2672.

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Cotação errada

Uma possível explicação para a diferença nesta quarta-feira estaria na hipótese de o Google utilizar como base de dados números das negociações no mercado OTC (“over-the-counter”, ou mercado de balcão). São negociações que ocorrem de modo paralelo ao mercado financeiro e sobre as quais não incide uma regulamentação tão rígida. Nesse mercado, as transações são formalizadas por acordos bilaterais entre os participantes, e esse ambiente permite que a negociação de moedas ocorra 24 horas por dia, em vez de estar vinculada aos horários de abertura e fechamento de uma bolsa, por exemplo.

O Banco Central já anunciou um novo leilão de dólar para quinta-feira: até US$ 3 bilhões serão ofertados entre 9h15 e 9h20. A intervenção será feita no modelo de leilão à vista, quando a autoridade monetária vende dólares de suas reservas internacionais diretamente ao mercado, sem garantia de recompra. O comunicado veio após o dólar encerrar o pregão da segunda-feira, 23, em alta de 1,87%, cotado a R$ 6,18. Trata-se do segundo maior valor nominal já registrado para a moeda americana, atrás somente do recorde de R$ 6,26 alcançado em 18 de dezembro.

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