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Dilma lamenta conta de luz mais cara e promete desconto de até 20%

Segundo a presidente, o desligamento de térmicas na semana passada possibilitará um desconto no regime de bandeira vermelha em setembro

A presidente Dilma Rousseff considerou lastimável o aumento nas contas de luz desde o ano passado. Segundo ela, a alta nas tarifas é justificada pela falta de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, o que obrigou o governo a apelar para as usinas térmicas, que produzem energia a um custo maior. “Sem sombra de dúvidas, é verdade que as contas de luz aumentaram, o que nós lastimamos. Por causa da falta de energia para sustentar a oferta de luz tivemos de usar as térmicas, pagando bem mais do que se tivéssemos só energia hidrelétrica no nosso sistema”, disse Dilma, durante apresentação do Programa de Investimentos em Energia Elétrica (PIEE), nesta terça-feira.

Na ocasião, a presidente aproveitou para anunciar uma redução de 15% a 20% no preço da bandeira tarifária vermelha graças ao desligamento de 2.000 megawatts (MW) em geração térmica no último sábado. “O encarecimento de contas de luz começa a ser progressivamente revertido e semana passado desligamos parte das térmicas”, citou. Segundo ela, a medida possibilitará uma mudança no regime de bandeira vermelha, que hoje cobra nas contas de luz um adicional de 5,50 reais para cada 100 kilowatts-hora (kWh) consumidos. Desde janeiro vigora a bandeira vermelha, mais cara, em todo o país.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, eclaraceu que haverá um desconto na bandeira vermelha em setembro, mas não uma redução para a bandeira amarela porque o país ainda está em seu “período seco”. “Ainda não temos a segurança para acionarmos a bandeira amarela. Em outubro e novembro faremos avaliação”, completou.

Em seu discurso, a presidente Dilma também afirmou ser preciso “criar caminhos para o crescimento nesse mundo que está muito diferente”. Para ela, um dos sinais é o PIEE, que permite que as empresas planejem os anos seguintes. “Não vai faltar energia, faremos todos os esforços no sentido de assegurar o abastecimento”, garantiu.

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Economia – Ao falar sobre o cenário econômico, Dilma diz “ter certeza” de que a inflação caminha para a meta em 2016 e “progressivamente” para 2017. No acumulado em 12 meses, a inflação acumula alta de 9,56, mais que o dobro da meta do governo, em 4,50%.

A presidente afirmou ainda que os investimentos em energia vão continuar e a indústria brasileira terá força para reagir. Ela ainda disse que a recuperação da Petrobras começou e que a estatal precisa ficar cada vez mais ágil e focada. “A Petrobras é um patrimônio que nós estamos cuidando e que deve gerar resultados a cada um dos seus acionistas aqui e ao redor do mundo, e ao povo brasileiro, seu maior acionista.”

(Com Estadão Conteúdo)