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Dilma diz que Libra pode arrecadar até R$ 700 bi em 35 anos

Estimativa da presidente diverge de números divulgados em setembro pela ANP, que apontavam para arrecadação de R$ 900 bilhões em trinta anos

Por Da Redação - 4 out 2013, 17h52

A presidente Dilma Rousseff confirmou que o leilão do campo de Libra, do pré-sal, será realizado em 21 de outubro. Ela citou o tema ao falar da importância dos royalties para a educação. “Esses recursos são nosso passaporte para o futuro”, disse, em referência ao rendimento da licitação. “Nosso país só será um grande país se conseguirmos mudar a qualidade da educação”, disse.

Segundo ela, somente o campo de Libra poderá gerar entre 300 bilhões e 700 bilhões de reais em 35 anos. Uma lei que foi aprovada recentemente destina 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação. “Os recursos vão variar dependendo do resultado do leilão, mas o valor é entre 300 bilhões e 700 bilhões de reais arrecadados em 35 anos. Só nesse campo”, afirmou a presidente. “Tem gente que fala em melhorar salário (de professores) e não diz de onde vai tirar dinheiro. Nós sabemos de onde sai dinheiro, é carimbado”, disse.

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O número divulgado pela presidente nesta sexta-feira diverge das estimativas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que anunciou em setembro que a reserva de Libra deveria render cerca de 900 bilhões de reais ao longo de três décadas. Segundo a diretora-geral, Magda Chambriard, desse total, 300 bilhões de reais viriam de royalties, enquanto que 600 bilhões de reais seriam provenientes dos lucros da extração do óleo.

Leilão – Em setembro, a ANP divulgou que onze empresas se inscreveram para participar do leilão de Libra, que deve render ao governo 15 bilhões de reais este ano. O número decepcionou as expectativas governistas, que chegaram a trabalhar com a possibilidade de ter quarenta interessadas no edital. Gigantes do petróleo, como BP, Exxon, Chevron e BG não vão participar o leilão de Libra, que faz parte do pacote de concessões do governo para este ano.

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(com Estadão Conteúdo)

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