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Dilma defende uso responsável dos royalties

Em semana de decisão sobre nova forma de distribuição dos recursos, presidente afirma que recursos do petróleo podem "transformar o Brasil em um país muito mais desenvolvido e com mais oportunidades para toda a população"

Em sua coluna semanal Café com a presidenta, a presidente Dilma Rousseff defendeu, nesta terça-feira, o uso “responsável” dos recursos dos royalties do petróleo. Dilma tem até o dia 30 deste mês para decidir sobre o projeto que altera as regras de distribuição dos royalties, alvo de contestação de Estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo, que temem perda de receita.

A declaração da presidente ocorre um dia depois da passeata, no Rio de Janeiro, organizada para reunir autoridades e famosos e atrair a população para pedir um veto de Dilma ao texto que muda a partilha dos royalties.

“A exploração do pré-sal vai significar mais encomendas de bens e serviços no Brasil, criando oportunidades de negócio e de emprego para brasileiros e brasileiras. E usando de forma responsável os recursos dos royalties, teremos um passaporte para transformar o Brasil em um país muito mais desenvolvido e com mais oportunidades para toda a população”, disse a presidente, ao responder a uma pergunta sobre a produção de petróleo na camada pré-sal, enviada por uma engenheira.

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Dilma afirmou que o “pré-sal tornou-se realidade” e já produz mais de 200 mil barris por dia nas bacias de Santos e de Campos. “Até 2016, o pré-sal deverá contribuir com 31% da produção total do País, graças ao investimento da Petrobras e de outras empresas instaladas no País, muitas em parceira com a empresa brasileira. Estes investimentos estão estimados em 93 bilhões de dólares, dos quais 69,6 bilhões serão aportados pela Petrobras”, disse a presidente.

De acordo com Dilma, o petróleo do pré-sal é uma “imensa riqueza” que se destaca pelo tamanho e pela qualidade. “O petróleo do pré-sal da Bacia de Santos, por exemplo, tem baixa acidez e baixo teor de enxofre, características valorizadas no mercado”, afirmou Dilma.

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