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Desemprego: a hora do plano B

Já são 12 milhões os brasileiros sem emprego. Com a demora da retomada na economia, a saída para muitos é se arriscar em novas áreas

Por Bianca Alvarenga - Atualizado em 10 dez 2018, 09h29 - Publicado em 4 fev 2017, 11h52

José Donizete de Matos, de 48 anos, trabalhou por mais de duas décadas no setor de segurança privada. Em 2014, quando ocupava um cargo de supervisor, foi demitido. A empresa em que trabalhava foi envolvida no escândalo da operação da Lava-Jato e decretou falência. A derrocada no orçamento familiar empurrou Donizete para o setor informal. Por um tempo, encontrava apenas “bicos”. Foi então que decidiu arriscar. Fez um empréstimo com um parente e abriu uma cafeteria, cuja especialidade é a venda de bolos. O negócio, na zona norte de São Paulo, prosperou e a mulher dele, que era policial militar, deixou a carreira pública para ajudar o marido na loja.

É possível que a recessão na economia brasileira tenha chegado ao fim, mas a retomada será vagarosa. O desemprego permanecerá elevado até que os empresários percebam que a recuperação é para valer e voltem a contratar. O Brasil corre o risco de perder boa parte do avanço da última década no mercado formal de trabalho. Encontrar uma oportunidade é especialmente difícil para duas categorias: os que têm pouca experiência na área e os mais velhos, que atuam em áreas ultrapassadas pela tecnologia. Para os desempregados experientes, um caminho comum é abrir um negócio próprio, como Donizete, ou prestar serviços de consultoria. O ano pode não inspirar entusiasmo, mas, diante do calamitoso 2016, mal se pode esperar a hora de ele começar de verdade.

Com reportagem de Giovanni Magliano

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