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Desembolsos do BNDES recuam 13% em 2018 até setembro

Apesar da queda geral, os repasses referentes a micro, pequenas e médias empresas cresceram 4%

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, nesta quinta-feira, 1º, que emprestou 43,6 bilhões de reais de janeiro a setembro deste ano. O valor representa uma queda de 13% na comparação com os nove primeiros meses de 2017.

Apesar da queda, entre janeiro a setembro de 2018, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) receberam 21,7 bilhões de reais . Segundo a instituição, o montante equivale a 49,7% do total desembolsado no período e representa um crescimento de 4% em comparação com os mesmos nove meses de 2017.

Nos últimos 12 meses (de outubro de 2017 a setembro de 2018), as liberações do BNDES para as MPMEs totalizaram 30,6 bilhões de reais, correspondendo a 47,6% do total desembolsado. Esse valor representou um crescimento de 8% em comparação com os 12 meses anteriores.

“É importante destacar que há um processo de defasagem entre contratações e desembolsos e que, no último ano, tivemos um crescimento nas consultas, nos enquadramentos e nas aprovações. Portanto, essa expansão ainda se refletirá nos desembolsos até o fim de 2018, que ficarão dentro do estimado inicialmente”, disse o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, em comunicado.

A estimativa do BNDES é que sejam realizados empréstimos no valor total de 80 bilhões de reais. Ou seja, os desembolsos até o momento estão pouco acima da metade da estimativa – esta, inclusive, já havia sido reduzida, em março. A original era de 90 bilhões de reais.

O banco de fomento também informou que as aprovações de novos financiamentos no período somaram 49,9 bilhões de reais, uma redução de 1% na comparação anual.

Por outro lado, as consultas avançaram 6% por cento, a 79,2 bilhões de reais. Os enquadramentos também subiram, 12%, para 74,5 bilhões de reais.

De acordo com o banco de fomento, os setores que tiveram maior crescimento nas consultas por financiamento foram indústria, com alta de 34%, e infraestrutura, com crescimento de 11%.

(Com Reuters)