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Derrocada da OGX faz bolsa mudar critério do Ibovespa após 45 anos

Além da liquidez, nova metodologia levará em conta o valor de mercado das companhias abertas

Por Da Redação 11 set 2013, 22h41

A BM&FBovespa anunciou nesta quarta-feira a primeira mudança na metodologia do Ibovespa em 45 anos, num esforço para tornar o principal índice acionário brasileiro menos suscetível à oscilações bruscas e mais representativo do conjunto da economia do país.

As mudanças, que entram em vigor no começo de 2014, vieram a reboque de uma inédita torrente de críticas contra os critérios de inclusão de empresas no índice, após a derrocada de ações do grupo EBX de Eike Batista, especialmente da petroleira OGX, que caíram mais de 90% só este ano, e ainda assim aumentou seu peso na última revisão da carteira teórica, na virada do mês.

A alteração será feita em duas etapas: a primeira em janeiro, com uma combinação da metodologia vigente com a nova, que será adotada integralmente na segunda fase desse processo, em maio.

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O novo critério considera além da liquidez, o valor de mercado das companhias de capital aberto. O cálculo do índice de negociabilidade considerará um terço da participação no número de negócios e dois terços do volume financeiro da bolsa.

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O papel também não poderá ter valor inferior a 1 real cada, caso contrário será excluído, a não ser que a companhia realize um grupamento de ações. Neste caso, haverá um recálculo.

Com isso, o regulamento passa a evitar situações como a da ação da OGX que, embora tenha fechado esta quarta-feira valendo 38 centavos, ocupa o posto de quarta mais importante do índice criado em 1968, que tem a liquidez como um dos principais critérios de inclusão na carteira.

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OGX – Outrora promissora, a petroleira caiu em desgraça entre os investidores após fracassar em seguidos projetos exploratórios, acumulando prejuízos e dívidas. A empresa chegou à bolsa em 2008 com uma oferta de ações até então recorde.

Na terça-feira, a agência de classificação de risco Fitch cortou os ratings de dívida da companhia para ‘C’, a um passo do calote, após Eike contestar a validade do exercício de uma opção de venda (‘put’) de 1 bilhão de dólares em favor da empresa.

(Com Reuters)

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